Finanças pessoais

Cinco gastos cotidianos que você pode reduzir para fechar as contas

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A educação e responsabilidade financeira começam de baixo. A disciplina nos gastos básicos muitas vezes pode representar um primeiro passo para se tornar uma pessoa mais responsável e segura quando o assunto é dinheiro.

De acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos, 20% de todas as despesas rotineiras são excessos. Ele afirma também que “o problema é que a maioria da população não foi educada financeiramente e não entende que é preciso mudar os costumes em relação ao consumo”.

Assim, aqui estão algumas dicas para economizar com os gastos corriqueiros e quem sabe ter um dinheiro a mais no fim do mês, seja para guardar ou investir.

1. Taxas bancárias

Muitos bancos oferecem a opção de conta corrente gratuita, e o número crescente de empresas de tecnologia financeira, as fintechs, tem resultado no surgimento de muitos serviços baratos e de qualidade. Se você paga taxas altas nos serviços do seu banco e na anuidade do seu cartão de crédito, quem sabe seja o momento de pesquisar alternativas.

2. Serviços por assinatura

É fácil acumular assinaturas de serviços e produtos que nem usamos simplesmente pelo incômodo que seria cancelá-las. “Nos dias de hoje, parece que tudo é baseado em assinatura”, disse Clint Haynes, um planejador financeiro Kansas City e presidente da NextGen ao site Business Insider. “Já vi inúmeros clientes que pagam por assinaturas e nunca chegaram a usar. Você vai se surpreender com o quanto você estará economizando em uma base anual”, disse Haynes.

A sua TV a cabo, por exemplo, vale a pena assinar? Dos 400 canais disponíveis, quantos você assina? Para muita gente, a utilidade um serviço de TV de 200 reais pode ser susbtituída por um ou dois serviços online.

3. Estacionamento

Se você vai ao trabalho de carro todos os dias e deixa o veículo em um estacionamento, a quantia no fim do mês pode fazer muita diferença. E não só nos dias de trabalho – nos fins de semana, é ainda mais fácil evitar pagar o estacionamento.

“A dica é evitar ir de carro, optar pelo transporte público, usar aplicativos de transporte (como Uber, WillGo e Cabify) ou ir de carona. Se for de carro, procure estacionamentos mais afastados do local, que podem ser mais baratos, ou até mesmo vagas na rua – mas fique sempre atento à segurança”, sugere Domingos.

4. Tarifas de celular

Muitos dos planos de celular ofertados pelas operadoras são bastante excessivos para a necessidade de seus usuários, o que não as impede de sempre tentar vender a opção mais cara. Monitore seu uso, faça as contas e descubra: você realmente precisa daquele plano?

É preciso tomar cuidado, no entanto. Se você escolher um plano muito barato, mas gastar com serviços extras o tempo todo, o barato sai caro. “Se informe sempre sobre as tarifas das operadoras e avalie o custo-benefício”, diz Domingos.

5. Ingressos

Estudantes e idosos têm direito automático a meia entrada na hora de ir ao cinema, teatro e shows. Mas mesmo se você não se encaixar nessas categorias, há muitas opções! Empresas como bancos, seguradoras, e bandeiras de cartão, entre outras, podem dar descontos nos programas culturais. Além disso, muitas vezes são ofertados programas de meia social, que beneficiam categorias como doadores de sangue e órgãos.

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Daniel Quandt
Aluno da Universidade de São Paulo, Daniel Quandt escreve sobre economia, mercado financeiro e política no portal da Suno Research. Já passou pela Agência USP de Inovação e pela startup de vídeo em blockchain Paratii, desenvolvendo seu conhecimento da aplicação de tecnologia de ponta ao mercado.