China permite falência do primeiro banco comercial em quase 20 anos

China permite falência do primeiro banco comercial em quase 20 anos
China se mostrou resistente durante pandemia

O banco central da China anunciou nesta quinta-feira (6) a primeira falência de um banco comercial em quase duas décadas, autorizando a liquidação do banco regional Baoshang Bank, um ano depois do governo assumir o controle da instituição.

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A decisão de deixar o credor à falência é uma partida de alto nível para o governo da China, que há muito tempo relutava para permitir que os credores decretassem falência, por medo de minar a confiança no sistema bancário do país.

“O Bank of Baoshang será declarado falido e o patrimônio original e os direitos dos credores desprotegidos serão liquidados de acordo com a lei”, disse o Banco Popular da China em seu comunicado trimestral de política monetária na noite de quinta-feira em Pequim.

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A decisão foi tomada após a constatação de “grave insolvência” durante a análise do órgão regulador sobre os negócios da Baoshang, informou o banco central.

A aquisição do Baoshang pelo governo chinês em junho do ano passado foi a primeira desde a compra do Banco de Desenvolvimento Hainan em 1998, e levantou preocupações de que Pequim deixasse a inadimplência crescer sem controle por muito tempo.

A aquisição resultou em um aperto de liquidez para os bancos na China, já que as instituições de grande porte não estavam dispostas a emprestar para às menores. “Eles precisam reduzir o risco moral, e não há melhor caso do que o Baoshang Bank”, disse Alicia Garcia Herrero, economista sênior da Natixis na Ásia, ao jornal “Financial Times”.

Mas, embora o fechamento da Baoshang seja o primeiro da China desde o fracasso do Shantou Commercial Bank em 2001, há pouca expectativa de que os reguladores permitam que a falência se torne uma tendência para os credores problemáticos no país asiático.

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Michelle Lam, maior economista chinesa da Société Générale, disse ao jornal britânico que é improvável que Baoshang sirva de modelo para lidar com padrões futuros e que Pequim recomendou recentemente que os governos locais comecem a usar emissão especial de “bonds” para estabilizar os balanços instáveis ​​dos bancos na China.

Daniel Guimarães

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