Cemig (CMIG4) pretende investir em energia renovável

Cemig (CMIG4) pretende investir em energia renovável
A Cemig (CMIG4) quer investir em renováveis e comprar projetos eólicos

A Companhia Energética de Minas Gerais, Cemig (CMIG4), informou nesta terça-feira (15) que pretende investir na construção de usinas próprias de geração de energia renovável.

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Conforme afirmaram executivos da estatal mineira em reunião online, um primeiro passo deve ser dado em até 10 dias com a realização de uma chamada pública para avaliar projetos de energia eólica para uma possível aquisição. O movimento ocorre depois da Cemig ter feito, nos últimos anos, leilões para comprar a produção produção futura de parques eólicos e solares de terceiros.

De acordo com o diretor da Cemig Geração e Transmissão, Paulo Mota, a empresa também possui uma carteira de projetos de geração solar centralizada em desenvolvimento, com 1,4 gigawatt em capacidade, além de 350 megawatts em projetos de usinas solares flutuantes que poderiam ser instaladas no lago de hidrelétricas da companhia.

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A estatal ainda pretende viabilizar os investimentos para construir usinas através da negociação da produção futura dos projetos no mercado livre de energia, que terá o apoio de sua unidade de comercialização.

Os planos representam uma guinada diante da estratégia anterior de adquirir energia de usinas construídas por terceiros ao contrário de investir recursos diretamente nos ativos de geração. A tática era adotada quando a companhia lidava com um endividamento superior ao atual.

Cemig quer ampliar capacidade de suas hidrelétricas

Ao mesmo tempo, a empresa deseja estender em 50 megawatts a capacidade de seu parque de pequenas hidrelétricas enquanto desenvolve um projeto termelétrico a gás com 500 megawatts.

Em outra frente, a companhia pretende assegurar a renovação dos contratos para exploração de três de suas hidrelétricas, cujos prazos vencem até 2025. As usinas representam cerca de 53% da oferta de energia da Cemig GT. A elétrica já se manifestou ao Ministério de Minas e Energia sobre a intenção de ficar com os ativos, o que, pela legislação atual, exige a privatização das usinas, com a venda de pelo menos 51% para um parceiro privado.

No que tange à transmissão, a empresa deve focar em desembolsar recursos para reforçar e otimizar suas redes, o que deve demandar R$ 1,2 bilhão até 2024 e gerar aumento de receita anual de R$ 120 milhões a R$ 150 milhões.

Segundo Mota, a Cemig também estará aberta para a eventual participação em leilões do governo para novos projetos de linhas de transmissão, desde que os empreendimentos ofertados tenham sinergias com as instalações da estatal mineira.

Arthur Guimarães

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