Campos Neto vê recuperação mais rápida no País do que em emergentes

Campos Neto vê recuperação mais rápida no País do que em emergentes
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil.

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, declarou nesta terça-feira (11) que a atividade econômica brasileira está em uma “posição de recuperação mais rápida” após a pandemia em comparação aos demais países emergentes.

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O chefe da autoridade monetária brasileira ressaltou que as previsões para a queda do Produto Interno Bruto (PIB)  no Brasil estão se reduzindo nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, Campos Neto alegou que as estimativas do Boletim Focus, reunidas pelo BC com especialistas do mercado, estão “provavelmente estão um pouco defasadas” e apontam para um cenário pior do que o esperado.

Segundo o presidente da autarquia, por enquanto, as projeções para desempenho do PIB no segundo trimestre “têm uma grande incerteza”. “Mas vai ser uma queda muito grande”, ponderou o economista.

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Campos Neto também afirmou que os auxílios implantados pelo governo federal devem resultar em uma recomposição da renda de aproximadamente 100%. “Nenhum emergente fez uma recomposição tão grande”, destacou.

Campos Neto vê boa e má notícia neste terça

Além disso, o presidente do BC afirmou que nesta terça-feira houve uma notícia boa e outra ruim para a economia mundial.

“A boa é a vacina da Rússia”, declarou Campos Neto, em evento organizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Segundo o presidente do BC, a má notícia foi o crescimento de casos da covid-19 em alguns países da Europa, como a Espanha.

Para o economista, alguns pontos estarão mais presentes na retomada da economia global depois de passada a crise do novo coronavírus. O crescimento deve ser mais inclusivo em termos sociais e mais sustentável, avaliou o presidente da autoridade monetária. Enquanto isso, deverá haver uma mudança tecnológica mais rápida.

Além disso, Campos Neto salientou que o comércio mundial “está sendo redesenhado”, em função da maior concentração de insumos em poucos países. “Não sei se vai ser definitivo ou não. Talvez isso não seja uma parte tão boa”, afirmou.

Arthur Guimarães

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