Segundo Campos Neto, um eventual ajuste na Selic ‘será residual’

Segundo Campos Neto, um eventual ajuste na Selic ‘será residual’
Roberto Campos Neto (Divulgação)

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto afirmou nessa segunda-feira (29), durante uma reunião com representantes de instituições de comércios e serviços que um ‘eventual ajuste’ na taxa básica de juros (Selic) ‘será residual’.

Vale destacar que no último dia 17 o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, decidiu, de maneira unanime, cortar a Selic em 0,75%. Assim a taxa caiu para 2,25% em uma nova mínima histórica.

De acordo com Campos Neto, “neste momento, o Comitê considera que a magnitude do estímulo monetário já implementado parece compatível com os impactos econômicos da pandemia da Covid-19“.

Suno One: acesse gratuitamente eBooks, Minicursos, Artigos e Video Aulas sobre investimentos com um único cadastro. Clique para saber mais!

O presidente da autarquia completou explicando que “para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no grau de estímulo monetário será residual”.

BNP Paribas espera taxa Selic a 1,5% ao ano ainda em 2020

Já os analistas do banco BNP Paribas informaram no último dia 18 que projetam a taxa básica de juros brasileira caindo para um patamar de 1,5% neste ano.

O Comitê de Política Monetária salientou em comunicado uma preocupação menor sobre o “limite inferior efetivo” do Brasil. Dessa maneira, haveria espaço para novos cortes na Selic, em função das previsões de inflação baixas.

Veja também: Bolsonaro comemora corte na Selic: ‘Nunca se sonhava em ter essa taxa’

O órgão do Banco Central (BC) indicou em maio que o “effective lower bound” deveria limitar o espaço para uma redução da taxa de juros. “De fato, em maio, o Banco Central chegou a sugerir que o corte em junho seria o final, afirmam os especialistas.

“Interpretamos a declaração de maio como uma indicação de que o BC preferiria uma convergência tardia da inflação à meta, em vez de visar [uma inflação] menor com a taxa Selic agora. Nossa percepção se mostrou errada”, acrescentaram.

Laura Moutinho

Compartilhe sua opinião