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C&A e BMG precificam ações no menor preço para os IPOs

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As duas ofertas públicas inicias (IPOs) restantes deste mês, do banco BMG e da varejista da moda C&A, tiveram preços definidos na última quinta-feira (24), e ficaram no piso da faixa indicativa.

O BMG definiu que seu preço inicial será de R$ 11,60 e a C&A fixou em R$ 16,50 o preço de seus papéis na Bolsa de Valores de São Paulo.

No caso da instituição bancária, a oferta fez com que fosse captado R$ 1,6 bilhão. Um executivo ligado ao banco disse ao jornal “Valor Econômico” que “[o BMG] preferiu não alocar o lote adicional a esse preço por ação, já que a tranche adicional era secundária e os acionistas acreditam na valorização do papel”. Além da XP Investimentos, que coordenou a oferta, os bancos que participaram da operação foram:

  • Itaú BBA
  • Credit Suisse
  • Brasil Plural
  • BB Investimentos

A C&A, que teve a oferta liderada pelo Morgan Stanley, vendeu o lote adicional de ações. Dessa forma, a oferta irá movimentar R$ 1,63 bilhão. As outras instituições financeiras que participaram da operação foram Bradesco BBI, BTG Pactual, Citi, Santander e XP Investimentos.

BMG e C&A chamam a atenção dos investidores

Em ambas as ofertas, os investidores se interessaram pelas empresas. A C&A, por exemplo, a demanda pelas ações excedeu em três vezes a oferta. O BMG, da mesma forma, viu a demanda superar em quatro vezes a oferta. No entanto, os investidores também estavam sensíveis aos preços pelo histórico apresentado pelas empresas.

No caso do BMG, pesou a concorrência do setor com os bancos já listados na B3. O Banco Inter (BIDI11) e o Banco Pan (BPAN4) demonstram-se estar mais avançados no segmento digital. O banco mineira já havia cogitado abrir capital no ano passado, mas a operação foi postergada.

Para a C&A, a comparação com os múltiplos das concorrentes com capital aberto, como Riachuelo (GUAR3) e Renner (LREN3), fez com que os investidores desejassem um desconto na cotação.

As companhia irão estrear na bolsa na próxima segunda-feira (28). De acordo com o “Valor Econômico”, apesar da participação massiva de investidores nacionais, as duas ofertas tiveram presença um pouco maior de estrangeiros, em comparação às últimas operações.

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Além da entrada do BMG e da C&A na B3, na próxima semana a Cyrela Commercial Properties (CCPR3), proprietária e administradora de shoppings e edifícios corporativos, irá precificar a sua oferta subsequente (follow-on). Na última quarta, outra empresa do setor, a BR Properties (BRPR3) anunciou que contratou os bancos Itaú BBA, Bank of America, Santander e BTG Pactual para seu follow-on.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.