BTG (BPAC11) trará recursos para acelerar crescimento, diz CEO da Necton

BTG (BPAC11) trará recursos para acelerar crescimento, diz CEO da Necton
BTG (BPAC11) deve trazer mais recursos, diz CEO da Necton

A aquisição da Necton pelo BTG (BPAC11), anunciada nesta segunda-feira (26) em um negócio de R$ 348 milhões, deve trazer mais recursos para que a corretora possa crescer mirando o segmento do varejo de alta renda.

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“A estratégia da aquisição da Necton pelo BTG é super bem definida, traz mais recursos para mais projetos e um avanço tecnológico para a gente”, disse ao SUNO Notícias, Marcos Azer Maluf, CEO da Necton.

Resultado da fusão das corretoras Spinelli e Concórdia, a Necton atua no varejo de alta renda, com ticket médio de R$ 150 mil, por meio de uma plataforma 100% digital, além de escritórios de agentes autônomos com foco em empresas.

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A carteira de varejo da Necton, com R$ 16 bilhões sob gestão, vai complementar os R$ 120 bilhões sob gestão do BTG Pactual digital, mais focado ao varejo tradicional. Por uma sinergia, o BTG vinha buscando novos parceiros no mercado. Chegou a estudar a compra da Guide. Optou pela Necton.

“As sinergias serão notórias, com nosso modelo de negócios continua, mas mantendo nossos KPIs [metas de performance], com clientes satisfeitos e colaboradores”, afirmou Maluf.

Com menos de dois anos de existência, a corretora já havia comprado as carteiras de Coinvalores, da Lerosa Investimentos, e a Mundinvest. Agora, a companhia deve acelerar a ida às compras no mercado.

“Todas as linhas de negócio que chamaram a atenção do BTG continuam, a ideia de procurar oportunidades de negócio já eram da Necton e continuam”, disse.

Confira a entrevista do CEO da Necton, Marcos Azer Maluf, ao SUNO Notícias:

Marcos Azer Maluf, CEO da Necton
Marcos Azer Maluf, CEO da Necton

-Vocês tiveram lucro de cerca de R$ 14 milhões no ano passado. Por que aceitaram a proposta do BTG?
O BTG acreditou que o modelo de negócios da Necton e, do nosso lado, achamos que o BTG é um parceiro ideal para seguir a caminhada. A Necton não tem nem dois anos, é super nova, mas olhamos para os sócios do banco, ver como o [André] Esteves olha para esse mercado, como o Marcelo Flora [head do BTG Pactual digital] pode contribuir, então acho que o BTG veio para a Necton complementar o modelo de negócios da empresa, seguindo os nossos valores.

A estratégia da aquisição da Necton pelo BTG é super bem definida, traz mais recursos para mais projetos e um avanço tecnológico para a gente. Então, tudo isso, fez com que nós aceitássemos o desafio, os executivos continuam, eu e mais dois diretores foram convidados para fazer parte da diretoria do banco.

-A Necton manterá a operação e a marca?
Vai. Operação e marca independentes irão continuar no varejo.

-O senhor citou que a estratégia do BTG para a Necton. Como será?
A nossa estratégia continua. Temos crescido bastante e temos conteúdo, atendimento e curadoria. Foi uma companhia construída junto com o cliente. A gente traz o cliente e decidimos com ele.

Acho que isso mostrou para o BTG bastante valor e achamos que a vinda do BTG vai ser benéfica, as sinergias serão notórias, com nosso modelo de negócios continua, mas mantendo nossos KPIs [metas de performance], com clientes satisfeitos e colaboradores.

Tínhamos R$ 5 bilhões quando começamos, agora tínhamos R$ 16 bilhões sob gestão, mas nossos principais objetivos são manter os KPIs, ajudando os agentes autônomos a empreender, ser uma corretora com o cliente no centro da tomada de decisão.

No último ano, tivemos a honra de adquirir carteiras [Coinvalores, da Lerosa Investimentos e a Mundinvest] e que acreditaram para a gente clientes de mais de 20, 30 anos com conta com eles. Não queremos consolidar o mercado de corretoras, mas sim consolidar o nosso mercado, tratando bem o cliente.

-O BTG deve agregar investimentos em marketing e tecnologia para vocês. O que a Necton vai poder agregar ao BTG?
Eu acho que quando o BTG olha a Necton, ele olha o time, um grupo de executivos que foi disruptivo, trazendo o modelo de pensar, atendendo o cliente. O BTG enxerga isso, enxerga também o fato de sermos super positivos nos números, mas o BTG escolhe um modelo de negócios que tem propósito e que traz diferencial para o cliente.

O BTG traz um potencial de atingir um share of wallet [parte da carteira] maior, que com a tendência de juros baixos, já trouxe três milhões de investidores à Bolsa e deve trazer muito mais. Acho que o cliente enxerga a importância e enxerga ainda mais confiança para dentro da Necton.

-Vocês compraram algumas carteiras. Vão às compras ainda neste ano?
Todas as linhas de negócio que chamaram a atenção do BTG continuam, a ideia de procurar oportunidades de negócio já eram da Necton e continuam, o que muito nos dá orgulho, então, claro, temos esse anseio, nossa ideia não é ser concentrador de mercado, mas sim levar nossas bandeiras para mais clientes.

-O negócio ainda depende da aprovação de autoridades regulatórias. Há alguma preocupação em relação a isso?
As operações serão submetidas aos órgãos reguladores. Ambas as corretoras são reguladas pelo BC, por isso, é mais fácil de o negocio ser entendido, então preocupa menos.

-Como você vê os movimentos de aquisição recentes do setor? Acha que deverão continuar?
Esse financial deepening do mundo todo, taxa de juros baixas no longo prazo, vai fazer com que o investidor possa enxergar mais no longo prazo e quem tiver foco em KPI voltado para o cliente, gera interesse. Ser disuptivo no mercado hoje buscando inovações faz sentido e tem muito espaço.

Vinicius Pereira

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