Finanças pessoais

Brasileiros com investimentos de mais de R$ 3 mi cresce 2,5% em 2018

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O número de brasileiros com mais de R$ 3 milhões em investimentos cresceu 2,5% em 2018 e chegou a 121 mil. Trata-se do segmento de renda mais alta (private banking). Os dados foram divulgados nesta segunda (11) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O patrimônio total dessas 121 mil pessoas soma quase R$ 1 trilhão – mais especificamente, R$ 966 bilhões. Investimentos em Previdência não entram na conta.

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Os investidores de private banking, em número de clientes atendidos com mais de R$ 3 milhões investidos, aumentaram em quase 12 mil pessoas nos últimos três anos no Brasil:

  • 2015: 109,8 mil pessoas
  • 2016: 112 mil pessoas
  • 2017: 117,4 mil pessoas
  • 2018: 121,4 mil pessoas

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O volume em investimentos somou em 2018 R$ 2,7 bilhões, em 77 milhões de contas, representando um aumento de 9%. Além do private banking, entram nesta conta clientes do varejo tradicional e alta renda.

Os clientes do varejo tradicional (em geral, com renda abaixo de R$ 1 milhão) investiram um total de R$ 958 bilhões (70,5 milhões de contas) no ano. As aplicações de clientes de alta renda (renda entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões) chegaram a R$ 872 bilhões (6,4 milhões de contas).

O volume de recursos em aplicações de renda variável cresceu. Somou R$ 40,7 bilhões com ações e R$ 44,1 bilhões com fundos cambiais.

“Tivemos uma taxa Selic a 6,5% ao ano, isso fez com que esses produtos perdessem um pouco da atratividade no mercado”, afirmou o presidente do comitê de Private Banking da Anbima, João Albino, em teleconferência a jornalistas, segundo o G1. Segundo ele, o decréscimo de investimentos na renda fixa se deu em razão ao cenário econômico de 2018.

“A tendência é que cada vez mais clientes saiam da renda fixa e busquem [investimentos em] produtos alternativos, seja fundos de ações, private equity ou fundos imobiliários“, disse o vice-presidente do comitê de Varejo da associação, Claudio Sanches.

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Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.