Brasil está preparado para possível crise internacional, diz Campos Neto

Brasil está preparado para possível crise internacional, diz Campos Neto
Campos Neto diz que momento exige cautela na política monetária

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que o Brasil está preparado para uma possível crise internacional. A declaração ocorreu, nesta segunda-feira (2), em um vento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

De acordo com Campos Neto, a instabilidade global poderia ocorrer em um ambiente de juros baixos nos países com economias mais avançadas. Por outro lado, o avanço das reformas e a inflação controlada são fatores que contribuem para a estabilidade do Brasil neste cenário.

“O Brasil está muito bem preparado para isso, com inflação bem ancorada. Houve avanço de reformas”, salientou o presidente do BC.

Segundo o economista, a revisão constante da perspectiva de crescimento da economia global é o alvo das discussões nos fóruns internacionais.

Em outubro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento da economia global em 2019 para 3%. Em contrapartida, o presidente do BC salientou que estimativa positiva nos países asiáticos está fazendo com que a previsão de avanço econômico mundial seja um pouco melhor.

Campos Neto fala sobre entrada de capital estrangeiro no Brasil

Durante o evento na Febraban, Campos Neto falou ainda sobre a entrada de capital estrangeiro no Brasil. Segundo o economista, é necessário que uma medida de proteção cambial com isenção tributária avance para estimular a entrada.

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O presidente da autoridade monetária ressaltou que essas medidas farão com que os investidores estrangeiros tragam dinheiro para o País sem se preocupar com o risco Brasil.

“A curva longe [de juros] está baixa e algumas empresas entendem que é mais interessante trazer as dívidas em dólares. Além disso, também estamos em um momento de conversão, onde há um volume de recursos investido no portfólio muito grande, aumentando o fluxo com investimento em real pelo interesse maior em uma taxa de retorno de retorno mais atrativa”, disse Campos Neto.

Giovanna Oliveira

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