Open banking ameaça setor bancário, diz executivo do Bradesco (BBDC4)

Open banking ameaça setor bancário, diz executivo do Bradesco (BBDC4)
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O membro do conselho de administração do Bradesco (BBDC4) e ex-vice-presidente de tecnologias e operações do banco, Maurício Minas, afirmou nesta quarta-feira (24) que considera a regulamentação do open banking é uma ameaça ao setor bancário.

“É uma regulação extremamente agressiva e até assimétrica em relação ao banco incumbente. Mas ela está aí e nós precisamos ter técnicas ou estratégias de defesa em relação a isso”, declarou o executivo em referência ao open banking no congresso de tecnologia bancária, o Ciab, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Para Minas, a regulamentação do modelo é um desafio e uma ameaça às grandes instituições financeiras. O executivo, no entanto, não deu detalhes sobre quais ameaças observa em relação ao novo sistema.

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O Banco Central (BC) anunciou na última terça-feira (24) que aprovou as normas para a estrutura inicial de governança do open banking. Essa será divida em três níveis:

  • estratégico, formado pelo conselho deliberativo do BC;
  • administrativo, composto pelo secretariado;
  • técnico, representado pelos grupos técnicos.

O novo modelo deve ser formalizado até o dia 15 de julho e deverá ser ser substituído por uma estrutura definitiva até a implementação da última etapa do sistema, em 25 de outubro de 2021.

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O open banking consiste em um sistema financeiro aberto, onde as informações são compartilhadas entre bancos. O modelo de negócio se utiliza de uma tecnologia padronizada e concede aos clientes a decisão de como acessar e com quem compartilhar seus dados.

Open banking pode trazer oportunidade para mercado bancário, diz executivo

Entre as discussões sobre o open banking surgem questões sobre a responsabilidade do transporte de dados e o custo operacional para troca de informações. Além disso, a viabilidade do preço para integração por parte das fintechs e o efeito para a competitividade foram são temas abordados no setor financeiro.

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“É uma agenda de ataque onde nós podemos, de fato, desenvolver negócios. E temos que lembrar que nós, os bancos incumbentes, temos um portfólio cheio de produtos, credibilidade, funding, balanço, riscos sob controle e uma experiência adquirida de décadas em segurança. São diversas as coisas que sabemos fazer e que podem ser colocadas no mercado”, afirmou Minas, avaliando que a nova regulação do open banking também pode trazer oportunidades para o setor bancário.

Arthur Guimarães

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