Bradesco pretende aumentar capital social em R$ 4 bilhões

Bradesco pretende aumentar capital social em R$ 4 bilhões
Fachada de unidade do Banco Bradesco (foto: divulgação)

O banco Bradesco (BBDC4; BBDC3) comunicou ao mercado, na última sexta-feira (7), que o conselho de administração propôs um aumento de capital social de R$ 4 bilhões com reservas de lucros e bonificação em ações.

Dessa forma, conforme o fato relevante, o capital social do Bradesco passaria de R$ 75,1 bilhões para R$ 79,1 bilhões. Segundo o banco, serão emitidos 806,4 milhões de papéis, desses, 403,2 milhões são ordinárias e 403,2 preferenciais, serão atribuídos gratuitamente aos acionistas. A proporção da atribuição será de 1 nova ação para cada 10 ações “da mesma espécie de que forem titulares”.

Segundo o documento, os objetivos da operação são os seguintes:

  • aumentar a liquidez das ações no mercado
  • possibilitar um ajuste na cotação das ações
  • melhorar adequação do saldo das reservas de lucro frente aos limites legais

De acordo com o banco, o custo atribuído aos papéis bonificados será de R$ 4,96 por ação. E o montante global mensalmente aos acionistas será incrementado em 10%, após a inclusão das novas ações.

A proposta será apresentada na assembleia geral extraordinária de acionistas marcada para o dia 10 de março, às 16h.

Bradesco registra lucro líquido de R$ 28,8 bi em 2019

O banco Bradesco informou que obteve um lucro líquido de R$ 25,8 bilhões em 2019. O valor representa uma alta de 20% em relação a 2018, quando o lucro foi de R$ 21,5 bilhões.

Somente no quarto trimestre do ano passado, o lucro recorrente do Bradesco foi de R$ 6,6 bilhões, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período no ano anterior. No entanto, o lucro contábil foi de R$ 4,8 bilhões, uma queda de 3,9%.

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A margem financeira total da instituição financeira atingiu R$ 15,4 bilhões no quarto trimestre. O volume é equivalente a uma alta de 4,4% frente ao trimestre anterior e também de 4,4% na comparação anualizada.

Os custos com provisões para perdas no crédito (PPD) do Bradesco, levando em consideração baixas contábeis de títulos financeiros, cresceram 5,2% na comparação com o mesmo período de 2018, chegando a R$ 3,9 bilhões. As despesas cresceram 19,3% ante o trimestre anterior.

Poliana Santos

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