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BR Pharma diz em pedido de falência que não vê chance de superar crise

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A BR Pharma afirmou em pedido de falência encaminhado à Justiça que “não vislumbra mais a possibilidade de viabilização da superação da sua situação de crise econômico-financeira”.

A venda da Farmais, que é controlada pela BR Pharma, é considerada uma das principais medidas para a sua recuperação e a “chance de soerguimento”. Porém, a negociação está suspensa após decisão judicial. As informações constam no documento enviado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Além disso, o documento está disponibilizado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Em março, a Panpharma obteve liminar em segunda instância que suspendeu o plano de recuperação judicial da BR Pharma. Nesta recuperação, constava a venda da Farmais.

“Diante de tal decisão, a alienação de seus pontos comerciais e demais ativos restou comprometida, dada a falta de segurança jurídica que pairou sobre os potenciais arrematantes”, diz trecho do pedido de falência. “E nem é preciso dizer que tal circunstância prejudicou sobremaneira a continuidade do cumprimento das obrigações e o pagamento dos credores.”

O plano de recuperação judicial foi homologado em novembro de 2018. Contudo, de acordo com a empresa, o plano “foi severamente afetado por diversos fatores e intercorrências nos últimos meses. Que acabaram por comprometer o prosseguimento da recuperação judicial e tornaram ineficazes as medidas visando à solução da persistente crise econômico-financeira da companhia”.

A companhia acrescenta que é do conhecimento das partes envolvidas que a recuperação tem feito com que ela opere com “um aprestadíssimo fluxo de caixa”, sendo obrigado assim a demitir funcionários e fechar filiais.

Caso consiga vender a Farmais, a BR Pharma não terá mais lojas para operar. Seus centros de distribuição também foram vendidos em junho de 2018. Um destino amargo para a empresa que queria ser a maior rede de farmácias do Brasil. A empresa chegou a ter mais 1.200 unidades e um faturamento de R$ 3,5 bilhões.

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A BR Pharma foi criada em 2009 pelo banco BTG Pactual, mas foi vendida em abril de 2017 para a Lyon Capital pelo valor simbólico de R$ 1000. O fundador da Lyon, Paulo Remy, ex-presidente da construtora WTorre, assumiu o comando da empresa.

 

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Renan Dantas
Escreve sobre política e mercado financeiro para o portal Suno Notícias. Antes, atuou na assessoria de comunicação do Ministério Público do Trabalho e na Rádio Mackenzie, onde apresentava e produzia um programa sobre artistas da música brasileira. É estudante na Universidade Presbiteriana Mackenzie.