Boris Johnson perde terceira tentativa de eleição geral no Parlamento

Boris Johnson perde terceira tentativa de eleição geral no Parlamento
Brexit: Deputados britânicos votam a favor e texto será ratificado no dia 29

Boris Johnson perdeu, nesta segunda-feira (28), sua terceira tentativa para uma eleição geral após a decisão do Partido Trabalhista de se abster e não conseguir alcançar a maioria de dois terços dos parlamentares. O resultado foi de 299 votos a favor e 70 contra.

A expectativa agora é de que Boris Johnson apoie um plano liberal-democrata de alteração da lei para que se garantam eleições antecipadas, embora os partidos ainda não terem chegado a um acordo.

Os opositores, Liberais Democratas, querem uma data de 9 de dezembro, para facilitar o voto de estudantes, que ainda estarão estudando nas universidades. Já os Conservadores preferem a data de 12 de dezembro, devido à alguns estudantes já estarem de férias para o Natal.

Depois da votação, Johnson declarou que voltará à Câmara na terça, com um projeto de lei para as eleições de 12 de dezembro (que exigirão uma maioria simples), ao invés dos dois terços dos parlamentares necessários para a votação desta segunda.

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Johnson afirmou que: “Mais tarde nesta noite, o governo notificará a apresentação de um pequeno projeto de lei em 12 de dezembro, para que possamos finalmente concluir o Brexit . A casa não pode mais manter este país refém … Agora que não há acordo em aberto, temos um ótimo acordo. É hora de colocar isso para os eleitores. ”

Trabalhistas podem apoiar Liberais Democratas

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, sugeriu que seu partido poderia apoiar o plano dos Liberais Democratas, após sofrer pressão para apoiar uma votação antecipada. O partido vem afirmando que não pode apoiar uma eleição até que o Brexit sem acordo seja completamente removido das pautas.

“Vamos considerar cuidadosamente qualquer legislação em uma eleição antecipada”, disse Corbyn.

O líder trabalhista, rival de Boris Johnson,  também afirmou que gostaria que a votação ocorresse antes de 12 de dezembro, para ter os estudantes antes do fim das férias de inverno, afirmando que qualquer plano necessitaria “proteger os direitos de voto de todos os nossos cidadãos”.

Rafael Lara

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