Bolsonaro afirma que não intervirá nos preços dos alimentos “de jeito nenhum”

Bolsonaro afirma que não intervirá nos preços dos alimentos “de jeito nenhum”
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite da última quarta-feira (9), que não intervirá nos preços dos alimentos.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite da última quarta-feira (9), que não intervirá nos preços dos alimentos “de jeito nenhum”. A declaração foi dada logo após um órgão do Ministério da Justiça notificar empresas de produção e distribuição de alimentos solicitando informações sobre o aumento de preços dos alimentos da cesta básica brasileira.

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“Os rizicultores, os plantadores de arroz, estavam com prejuízo há mais de dez anos, mas está sendo normalizado isso aí. Não vamos interferir no mercado de jeito nenhum, não existe canetaço para resolver o problema da economia”, disse Bolsonaro a apoiadores, ao chegar no Palácio do Alvorada.

Quando um dos apoiadores o agradeceu pelo coronavoucher, ou auxílio emergencial em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o mandatário disse que conversou com autoridades dos supermercados. “Na ponta da linha, o preço chega pra eles, e eles estão se empenhando para reduzir o preço da cesta básica, que dado ao auxílio emergencial, houve um pequeno aumento no consumo. Houve mais exportação por causa do dólar também, sabemos disso aí”, afirmou.

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Ao longo da última quarta-feira, Bolsonaro se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, além de ter recebido o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto.

Ao sair da reunião com o presidente, no Palácio do Planalto, o representante dos supermercados afirmou que os empresários não serão “vilões” de algo pelo qual não tem responsabilidade. Embora Bolsonaro venha fazendo apelos aos supermercados pedindo a redução da margem de lucro em produtos da cesta básica, Sanzovo Neto disse que a margem de produtos básicos, como arroz, é muito baixa, em função da concorrência de mercado. Segundo ele, os donos de supermercados estão vendendo abaixo do que custaria para repor o produto.

Após Bolsonaro dizer que teria conversa com associações, Senacon notifica supermercados

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou as principais redes de supermercados devido ao aumento dos preços de alimentos que compõem a cesta básica. O anúncio foi feito na última quarta-feira (9) após o presidente ter anunciado que teria uma conversa com as associações na semana anterior.

As redes de supermercados e empresas ligadas à produção e distribuição de alimentos terão cinco dias para listar quais produtos da cesta básica sofreram maior variação de preços durante o mês de agosto e os três itens que tiveram o maior reajuste.

Outro questionamento feito pela Senacon impõe que sejam listados os três principais fornecedores dos produtos e  seus preços médios praticados no último semestre. Todas os valores divulgados devem ser comprovados através de notas fiscais.

Segundo Juliana Domingues, titular da Senacon, “não podemos falar em preços abusivos sem antes avaliar toda cadeia de produção e as oscilações decorrentes da pandemia”, justificando a realização da notificação para fins de identificação das causas de aumento dos preços dos alimentos.

Na última quarta-feira, Bolsonaro também ordeu a suspensão da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de arroz, com o objetivo de conter a alta do preço do cereal aumentando a oferta do produto no mercado local.

Jader Lazarini

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