Bolsas mundiais operam em campo negativo, com atraso nos estímulos dos EUA

Bolsas mundiais operam em campo negativo, com atraso nos estímulos dos EUA
Os horários de negociação a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) serão alterados a partir desta terça, com negociação até às 18h

As bolsas mundiais operam em campo negativo nesta manhã, preocupadas com o atraso no pacote de estímulos econômicos, negociado no Congresso dos Estados Unidos, além do avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na Europa.

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Por volta das 7h20, os mercados futuros de Nova York operavam no vermelho. O S&P 500 futuro apresentava uma baixa de 0,16%, para 3.427,12 pontos, enquanto o índice da Nasdaq caía 0,13%, atingindo 11.675,88 pontos. Os futuros de Dow Jones recuavam 0,11%, para 28.101,0 pontos. As bolsas mundias também fecharam em queda na última quarta-feira (21), com um dia altamente volátil.

Os investidores permanecem de olho nas discussões entre os representantes democratas norte-americanos junto à Casa Branca acerca de um novo pacote trilionário de ajuda financeira a famílias e empresas. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, progrediram em suas últimas conversas e se pronunciarão novamente hoje. Segundo o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, o acordo que está sendo costurado é de US$ 1,9 trilhão.

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O mercado também monita a aproximação das eleições nos Estados Unidos, marcadas para o dia 3 de novembro. O democrata Joe Biden permanece à frente do presidente Donald Trump, que busca se reeleger, nas pesquisas de intenção de voto. Na noite desta quinta-feira, os candidatos farão o último debate antes das eleições.

Chama atenção dos agentes do mercado a possível interferência externa nas votações.

Na noite da última quarta-feira, John Ratcliffe, o diretor de inteligência nacional dos Estados Unidos, afirmou que tanto o Irã quanto a Rússia conseguiram informações sobre registro de eleitores e que Teerã já as estava usando para enviar e-mails ameaçadores. Lá, os eleitores podem realizar seus votos de forma antecipada. Até o início desta semana, já haviam sido computados 30 milhões de votos, um número sem precedentes no processo eleitoral.

Além disso, a preocupação com o coronavírus vem retomando lugar no radar das bolsas mundiais, com sinais de piora da pandemia em diversos lugares do mundo. As infecções na Alemanha saltaram para um recorde e o ministro da Saúde da Espanha afirmou que a disseminação do vírus está fora de controle em certas partes do país. As hospitalizações nos Estados Unidos atingiram a máxima dos últimos dois meses.

A União Europeia (UE) e o Reino Unido informaram na última quarta-feira que retomarão as negociações comerciais nesta quinta-feira, como parte de um empenho de ambos os lados para chegar a um acordo antes do fim do período de transição do Brexit. Faltam menos de 10 semanas para o término do prazo estabelecido entre as partes.

Por volta das 7h35, o DAX 30, índice alemão, operava com uma queda de 0,05%, a 12.551,70 pontos. O índice francês, CAC 40, registrava +0,07%, para 4.857,33pontos. O britânico FTSE 100 apresentava uma baixa de 0,03%, para 5.774,56 pontos.

O FTSE MIB, índice italiano, operava com um avanço de 0,05%, a 19.095,50 pontos. Enquanto isso, a Espanha sobe 0,11%. O Euro Stoxx 50, maior índice acionário da zona do euro, caía 0,13%, para 3.176,50 pontos.

As bolsas asiáticas, por sua vez, fecharam majoritariamente em queda. A bolsa de Xangai, a SSE Composite, caiu 0,38%, a 3,312.50 pontos.

A bolsa do Japão, Nikkei 225, fechou o pregão com uma queda de 0,70%. O principal índice de Hong Kong, o Hang Sang fechou com um avanço de 0,13%, a 24,817.01 pontos. Já a KOSPI, mercado da Coreia do Sul, encerrou as negociações registrando -0,67%.

Os mercados futuros e bolsas mundiais continuam de olho nas incertezas causadas não somente pela pandemia, mas também pelas tensões globais acentuadas por ela, embora dados recentes tenham demonstrado certa recuperação da atividade econômica internacional.

Jader Lazarini

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