Boletim Focus eleva a projeção da inflação pela 10ª semana consecutiva

Boletim Focus eleva a projeção da inflação pela 10ª semana consecutiva
Há quatro semanas, a projeção dos analistas ouvidos pelo Banco Central, divulgado no Boletim Focus, era de uma inflação de 1,99%

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (19), continua demonstrando expectativa de aumento da inflação neste ano. Pela décima semana consecutiva, os especialistas do mercado financeiro elevaram suas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020, estimando um aumento dos preços na ordem de 2,65%.

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Há quatro semanas, a projeção dos analistas ouvidos pelo Banco Central era de uma inflação de 1,99%; na semana passada, a estimativa estava em 2,47%. O Boletim Focus desta segunda-feira também marca a 14ª semana consecutiva de aumento na projeção para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), para 17,15%.

Caso a estimativa apresentada pela autoridade monetária venha a se concretizar, a inflação ficará abaixo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, embora consideravelmente mais próxima do que nas últimas semanas. O alvo definido pela autoridade monetária é de uma inflação de 4%, com 1,5 ponto percentual de tolerância, ficando entre 2,5% e 5,5%.

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Segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a inflação de 2020 no cenário híbrido está em 2,1%. Para o ano que vem, o CMN estipulou a meta de 3,75%, passível de variação entre 5,25% e 2,25%. O BC prevê um aumento dos preços na ordem de 3,02% em 2021.

Boletim Focus altera previsão de queda do PIB em 2020

Outro destaque do Focus desta segunda-feira é a leve melhora da previsão do Produto Interno Bruto (PIB), após consecutivas semanas de arrefecimento nas estimativas do tombo da economia. Segundo os especialistas do mercado nesta semana, o PIB brasileiro deve cair 5,00% em 2020.

Há quatro semanas, a projeção era de uma queda de 5,05%. Em junho, a estimativa chegou a ser de um tombo de 6,28%. Os fortes impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) podem fazer com que a economia do País registre seu pior desempenho no último século, caso as atuais estimativas se confirmem.

No segundo trimestre deste ano, a economia foi contraída 9,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A divulgação do resultado auferido entre julho e setembro ocorrerá no dia 3 de dezembro.

Para 2021, por sua vez, a previsão dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central é de crescimento de 3,47%, após 20 semanas estimando avanço de 3,50%.

Expectativa para Selic

Além disso, o Focus também reporta a expectativa dos agentes do mercado para a taxa básica de juros da economia (Selic) deste ano. Segundo eles, a taxa de juros brasileira encerrará 2020 em 2%, atual patamar. Esta é a 16ª semana consecutiva com a mesma projeção.

Confira, em detalhes, as projeções mais importantes para 2020 e 2021:

2020

  • PIB: a projeção é de uma retração da economia em 5,00%;
  • IPCA: a projeção subiu para 2,65%, com uma meta central de 4%;
  • Taxa Selic: a previsão fica em 2%;
  • Dólar: a previsão subiu para R$ 5,35;
  • Balança Comercial: a expectativa para o superávit passou de US$ 57,49 bilhões para US$ 57,56 bilhões;
  • Investimento Estrangeiro Direto: os economistas indicaram que será de US$ 50 bilhões;
  • Déficit Primário do PIB: a previsão ficou em -12%;
  • Resultado Nominal do PIB: a expectativa do déficit ficou em -15,80%.

2021

  • PIB: a projeção do crescimento da economia passou de 3,50% para 3,47%;
  • IPCA: a projeção permaneceu em 3,02%;
  • Taxa Selic: a estimativa ficou em 2,50%;
  • Dólar: os especialistas elevaram a projeção para R$ 5,10;
  • Balança Comercial: a expectativa para o superávit subiu para US$ 55 bilhões;
  • Investimento Estrangeiro Direto: a previsão ficou em R$ 65 bilhões;
  • Déficit Primário do PIB: a previsão ficou em -3%;
  • Resultado Nominal do PIB: a expectativa do déficit caiu para -6,87%.

O Boletim Focus é elaborado semanalmente pelo Banco Central. São utilizadas as projeções dos especialistas das 100 principais instituições ligadas ao mercado financeiro do Brasil.

Poliana Santos

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