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BofA Merrill Lynch e Boston Consulting serão assessores da Oi

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A empresa de telecomunicação, Oi, confirmou a contratação do Bank of America Merrill Lynch e do Boston Consulting, nesta segunda-feira (14).

De acordo com a Oi, a Bank of America Merrill Lynch fará a assessoria financeira da companhia. Entretanto, o objetivo é buscar vender os ativos que não são essenciais, além de encontrar oportunidades de fusão e aquisição.

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Além disso, a empresa de telecomunicação informou também que a Boston Consulting realizará a assessoria “de revisão estratégica”.

Conforme comunicado, a companhia afirmou que “o trabalho contempla a análise e definição de negócios com visão a longo prazo e a elaboração das diretrizes e planos de execução que assegurem a implantação destes modelos”.

No entanto, a Oi afirmou que o objetivo é maximizar a criação de valor e aumentar as fontes de financiamento, para que sejam feitos mais investimentos em serviços de fibra ótica para residências e cobertura 4,5G.

Recuperação judicial

O processo de recuperação da Oi é o maior da história do Brasil.

Em junho de 2016, o processo foi iniciado com dívidas acima dos R$ 65 bilhões e cerca de 55 mil credores envolvidos.

Entretanto, o processo de recuperação é complexo devido a importância da empresa em território nacional.

A companhia é a maior operadora de telefonia fixa do Brasil. Além disso, é quarta de operadora móvel, somando aproximadamente 70 milhões de usuários.

Atualmente, a antiga Portugal Telecom e atual Pharol SGPS, é a maior acionista detendo 27,2% da empresa de telecomunicação.

A Pharol tentou se fundir a companhia brasileira, tentando criar um grupo internacional de telecomunicações, entretanto, não obteve sucesso.

No último dia 9, a Oi e Pharol anunciaram que todos os litígios foram extintos.

A operadora de telefonia aceitou pagar 25 milhões de euros (cerca de R$105 milhões) e entregar 33,8 milhões de ações a tesouraria da Pharol.

Além disso, a Oi se comprometeu a assumir custos com garantias judiciais relativas a processos da Pharol em Portugal.

No entanto, caso a Pharol venda sua participação da Unitel, maior operadora de telecomunicações de Angola, a empresa brasileira pagará eventuais condenações tributárias.

Já a Pharol, em sua parte, utilizará no mínimo 25 milhões de euros para aumentar o capital da Oi. Além disso, a empresa portuguesa votará a favor da companhia brasileira nas assembleias de acionistas, em relação a recuperação judicial.

Por sua vez, a Oi mantem o direito a indicar um membro do Conselho de Administração da Pharol para este mandato

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Renan Bandeira
Renan Bandeira escreve sobre política e economia para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou em uma rede de televisão, onde fazia reportagens sobre os mesmos temas. Estuda na Universidade Metodista de São Paulo.