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Boeing registra queda de 51% no lucro líquido do 3º trimestre

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A Boeing informou nesta quarta-feira (23) seus resultados para o terceiro trimestre deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, o lucro líquido da companhia caiu 51%.

Entre julho e setembro deste ano, a Boeing obteve lucro de US$ 1,167 bilhão (cerca de R$ 4,4 bilhões). No terceiro trimestre de 2018, o montante foi de US$ 2,363 bilhões.

O lucro por ação da companhia de fabricação de aeronaves foi de US$ 2,07. Na comparação anual, o valor caiu 50% ante os US$ 4,07 dólares registrados no ano passado.

A receita líquida da empresa passou de US$ 25,146 bilhões, no terceiro trimestre do ano passado, para US$ 19,980 bilhões neste ano. No entanto, mesmo com a queda, o resultado superou o valor esperado pelo mercado, de US$ 19,61 bi.

Além disso, as entregas de aviões comerciais caíram 67% na comparação anual. A receita oriunda deste setor apresentou redução de 41% e somou US$ 8,25 bilhões. O valor foi superior a projeção dos analistas da FactSet, que previam um montante de US$ 7,78 bi.

Apesar dos resultados, as ações da Boeing operam em alta de de 0,07%, por volta das 16h, na Bolsa de Valores de Nova York. Os papéis são negociados a US$ 337,23.

737 Max da Boeing

De acordo com o comunicado divulgado pela companhia, a suspensão do modelo 737 Max após uma série de acidentes contribuiu para a queda dos resultados.

A proibição do modelo ocorreu em março deste ano, quando um avião da Ethiopian Airlines caiu matando todos os seus passageiros e tripulantes. Em outubro do ano passado, outra aeronave 737 Max da Lion Air caiu na Indonésia. Os acidentes deixaram 346 mortos.

Saiba mais: American Airlines perdeu US$ 140 mi por paralisação do 737 Max

As aeronaves só poderão operar novamente após a realização de um voo teste que certifique que o software do avião foi atualizado e que houve treinamento de seus pilotos, pela Federal Aviation Administration (FAA, agência federal de aviação dos Estados Unidos).

A companhia informou que espera que a fabricação do modelo seja retomada no quatro trimestre deste ano. Por meio da liberação, a Boeing espera aumentar a produção da aeronave de 42 por mês para 57 mensais até o final de 2020.

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Giovanna Almeida
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.