Boa Vista (BOAS3) precifica IPO a R$ 12,50 por ação e movimenta R$ 2 bi

Boa Vista (BOAS3) precifica IPO a R$ 12,50 por ação e movimenta R$ 2 bi
A Boa Vista SCPC (BOAS3) estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em forte alta nesta quarta-feira (30).

A Boa Vista SCPC (BOAS3) precificou, na última segunda-feira (28), a R$ 12,50 a oferta inicial de ações (IPO, em inglês) e movimentou R$ 2,17 bilhões. A faixa indicativa era de R$ 10,80 a R$ 13,60.

Na oferta primária da empresa de crédito foram emitidas 83,3 milhões de ações, o que resultou em uma captação de R$ 1,3 bilhão. Esse montante será direcionado ao caixa da Boa Vista.

Já na oferta secundária, em que os atuais acionistas da empresa alienam parte de suas participações, foi levantado R$ 870 milhões com a emissão de  71,3 milhões de papéis. Nessa situação, quem vendeu suas ações da BoaVista SCPC foram a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e TMG Capital.

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As instituições financeiras coordenadoras do IPO foram:

  • J.P. Morgan;
  • Citibank;
  • Morgan Stanley.

A Boa Vista SCPC deve estrear na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) na próxima quarta-feira (30). Ao todo, serão distribuídas 154,6 milhões de ações ordinárias, listando a companhia no Novo Mercado, mais alto nível de governança da bolsa brasileira.

O IPO da empresa de crédito acontece em meio a uma série de cancelamentos de ofertas. A Boa Vista conseguiu quase cinco vezes de demanda em relação ao que colocou à venda. Isso porque há uma expectativa de que o setor de crédito avance nos próximos anos com a taxa básica de juros (Selic) na mínima histórica de 2% ao ano.

Além disso, a oferta acontece em um período que o cadastro positivo deverá entrar em vigor, no qual todas as pessoas farão parte de um sistema unificado de histórico de crédito, com exceção daqueles que solicitarem a  exclusão.

Histórico e perfil corporativo da Boa Vista SCPC

A Boa Vista SCPC, da forma pela qual conhecemos atualmente, foi criada em 2010 pela ACSP. A empresa opera com informações de crédito, administrando banco de dados e transações entre empresas. De uma forma geral, os principais concorrentes da empresa são Serasa Experian, SPC Brasil, Quod e Fico Analytic Consulting.

Em outubro de 2010, o fundo de private equity TMG adquiriu uma participação de 25% no capital social da empresa, que acabou por ser elevado para 30% posteriormente. Neste momento, a TMG assumiu a liderança e gestão da companhia, controlando as decisões operacionais e estratégicas.

Um ano depois, o fundo iniciou conversas para a companhia assumir o controle da Equifax Inc. no País. Até então, as atividades da empresa eram lideradas pela Equifax do Brasil, por meio da aquisição de uma participação acionária de 15% no capital social da empresa.

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Já em 2017, a companhia instaurou um processo de minimização de custos de compartilhamento de dados junto a parceiros, inclusive com a Serasa, sua principal concorrente. No ano passado, por sua vez, a Lei do Cadastro Positivo foi alterada para determinar a adesão automática de indivíduos em suas bases de dados, avaliando os consumidores pelas contas que pagam e pelas que deixam de pagar.

O modelo de negócios da empresa é dividido em duas partes: Serviços para decisão e Serviços de recuperação. A primeira parte refere-se a soluções analíticas, relatórios de risco, soluções de marketing e soluções para o consumidor.

Serviços de recuperação trata de soluções digitais e soluções impressas e relatórios. Ambas as vertentes operacionais da empresa diferem-se à atividade inicial da empresa, que girava apenas na proteção ao crédito.

A Boa Vista SCPC consegue atender empresas de todos os setores da economia brasileira, posicionando-se mais ao lado de empresas do setor financeiro, como fintechs. O setor do comércio, e-commerce, seguros, telecomunicações e indústria também fazem parte do quadro de clientes da empresa. A companhia possui atuação nacional, porém, sua concentração de receitas está nas regiões Sul e Sudeste.

A empresa mostra-se como uma companhia de inovação, entregando soluções de alto valor agregado. As operações da empresa possuem um alto nível de complexidade e personalização, o que eleva sua margem frente a competidores.

A companhia, que abrange registros de mais de 240 milhões de pessoas físicas, brasileiras ou não, e mais de 40 milhões de pessoas jurídicas, registrou, no primeiro semestre deste ano, uma receita de R$ 138,59 milhões. O resultado líquido saiu de R$ 19,96 milhões negativos em 2015 para R$ 74,43 milhões positivos em 2019. Durante os seis primeiros meses deste ano, a empresa apresentou um lucro líquido de R$ 4,29 milhões.

A dívida líquida da empresa saiu de R$ 157,25 milhões em 2015 para R$ 224,28 milhões ao fim de junho deste ano. A empresa encerrou o primeiro semestre desde ano com R$ 139,18 milhões em caixa.

A Boa Vista SCPC é uma companhia brasileira que “alia inteligência analítica à alta tecnologia para transformar dados em soluções para os desafios de clientes e consumidores”, diz o site da empresa.

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Poliana Santos

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