Processo de reestruturação do BNDES vai terminar neste mês, segundo Montezano

Processo de reestruturação do BNDES vai terminar neste mês, segundo Montezano
Saneamento é "setor prioritário da agenda" do BNDES, diz Montezano

Segundo Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a instituição terminará este mês o seu processo de reestruturação interna. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (3) durante a abertura de um fórum sobre a contribuição do blockchain para a transformação digital dos governos, no Rio de Janeiro.

O executivo do BNDES disse que a instituição irá se tornar um facilitador de negócios entre gestores públicos e empresas. “Agora este mês, após quase cinco meses aqui no banco, estamos terminando essa reestruturação, uma reestruturação robusta do posicionamento do banco e queremos atuar exatamente como um hub de facilitação”, afirmou.

Veja também: BNDES aguarda IPO da Saudi Aramco para decidir sobre participação na Petrobras

“O nosso papel aqui não é de [ser] um mero emprestador. O banco tem, sim, capacidade financeira de apoiar projetos, de emprestar dinheiro para empresas, de comprar participação em empresas. O banco tem sim essa ferramenta, [ela] vai continuar disponível. Mas essa ferramenta não é o objetivo final do banco”, afirmou Montezano.

O executivo continuou dizendo que “o objetivo do banco é ser um facilitador de necessidades e pessoas com capacidade de aplicação, seja financeira, tecnológica ou de força de trabalho”.

Segundo Montezano, a revolução tecnológica que já acontece no setor privado “está apenas começando” no setor estatal. “Essa agenda tem um poder de revolucionar a forma como o Estado presta serviço ao cidadão.”

Confira: BNDES contrata bancos para venda de participação na JBS

O executivo acrescentou que os organismos públicos precisam atender a sociedade com mais eficiência. “Venhamos e convenhamos, precisamos ser honestos e humildes, o serviço que o Estado presta hoje, não apenas no Brasil, de forma macro, mas que os governos prestam ao cidadão, ele é precário. Ele é caro. É ineficiente.”

“A adoção de tecnologia cada vez mais deverá tornar o serviço do gestor público, o serviço do Estado, para o cidadão muito mais eficiente do que ele é hoje. Há potencial para isso”, afirmou o presidente da BNDES.

Jader Lazarini

Compartilhe sua opinião