BNDES negocia venda de participação na AES Tietê (TIET11) para controladora

BNDES negocia venda de participação na AES Tietê (TIET11) para controladora
AES Tietê informa sobre conclusão de aquisição da participação acionária da BNDESPar (foto: divulgação)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu um processo competitivo para a venda de sua participação na AES Tietê (TIET11). O interesse da norte-americana e controladora, AES Corp., foi quem estimulou o desinvestimento do banco estatal.

De acordo com os últimos balanços da AES Tietê, o BNDES possui uma participação de 14% das ações ordinárias e 37% das ações preferenciais. Ao todo, a participação da instituição na companhia, através do BNDESPar, é de 28,41%, equivalente a R$ 1,6 bilhão.

Segundo o jornal “Valor Econômico”, a AES já contratou os bancos Credit Suisse e Goldman Sachs como assessores no processo, enquanto o assessor financeiro do BNDES é a BR Partners. Segundo o jornal, o banco de investimentos já conversou com outros interessados na compra, como a Engie (EGIE3) e a Eneva (ENEV3), além de dois grupos asiáticos.

No Suno One você aprende a fazer seu dinheiro trabalhar para você. Cadastre-se gratuitamente agora!

Entretanto, a Eneva informou que não analisa a operação, enquanto a Engie não contratou uma instituição para a assessorar no processo. Dessa forma, as companhias asiáticas devem travar a disputa com a AES Corp.

A holding estadunidense controla 61,61% das ações ordinárias, mas detém somente 24,35% do capital total da Tietê, o correspondente a R$ 1,39 bilhão. Tal fatia na empresa fez com que a controladora se interesse em adquirir uma maior participação para, então, se proteger da tentativa de uma fusão ou aquisição de rivais no mercado.

A posição total do banco público é superior à da AES, mas é constituída majoritariamente por papéis preferenciais. Dessa forma, segundo o “Valor”, para qualquer outra companhia interessada no processo, a aquisição representaria não ter a maiorida dos votos, ou a necessidade de enfrentar essa disputa sobre a posição de preferencialistas.

Confira: Montezano projeta BNDES como garantidor no mercado de capitais

Segundo o jornal, o BNDES poderá vender a totalidade da participação na empresa ou apenas a maior parte de sua fatia, a depender do comprador. Sendo assim, não seria necessária uma oferta pública de aquisição (OPA) aos demais acionsitas após a transação.

Jader Lazarini

Compartilhe sua opinião