Bitcoin Banco: PF passará a investigar empresa do ‘rei do Bitcoin”

Bitcoin Banco: PF passará a investigar empresa do ‘rei do Bitcoin”
O Grupo Bitcoin Banco praticou crime contra a sistema financeiro nacional, segundo a Justiça.

A Justiça do Paraná determinou que a Polícia Federal (PF) deverá investigar o Grupo Bitcoin Banco por crimes contra o sistema financeiro nacional. A companhia fraudulenta foi fundada por Claudio Oliveira, um suposto empresário, que é conhecido por seu apelido de “rei do bitcoin”. As informações são do portal “LiveCoins” e foram publicadas na última terça-feira (4).

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A responsável por atender a solicitação foi a juíza Camile Santos de Souza Siqueira, da 3ª Vara Criminal de Curitiba. O Ministério Público e o Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes), da Polícia Civil do Paraná, já haviam requerido que a empresa fosse investigada pela PF. Os dois órgãos citados anteriormente estão investigando a Bitcoin Banco desde 2019. Os órgãos entenderam que o Bitcoin Banco cometeu crimes contra o sistema financeiro nacional, que competem à Justiça Federal.

A empresa e seus sócios podem ser julgados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e pirâmide financeira. “Por qualquer ângulo que se examine, conclui-se que está caracterizada a prática de crime contra a sistema financeiro nacional”, afirmou Camile Santos.

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A juíza citou que a companhia fez vítimas no Brasil inteiro, mesmo tendo sede em Curitiba.“Nesse norte, conquanto muitas dessas empresas tenham sede em Curitiba, os fatos não se restringem ao estado do Paraná, visto que muitas das vítimas estão espalhadas por todo o território nacional, bem como as empresas investigadas receberam depósitos dos investidores em contas bancárias vinculadas a agências situadas nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo”, salientou a magistrada na decisão.

Dívida da Bitcoin Banco

De acordo com a consultoria EXM Partners, as empresas do grupo Bitcoin Banco possuíam, em janeiro, no total, uma dívida de curto prazo de R$ 2,1 bilhões. A EXM afirma que as empresas do grupo têm “um excesso de passivo circulante sobre o ativo circulante”. Em agosto do ano passado, a companhia do “rei do bitcoin” já possuía mais de 200 processos judiciais. Os clientes acusavam a empresa de não pagar os valores devidos e ‘sumir’ com os recursos. Vale destacar também que, em abril deste ano, o Grupo Bitcoin Banco informou que só conseguirá quitar a dívida com os clientes da empresa em 2027.

Juliano Passaro

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