BCE se compromete a dar estímulos para sustentar economia da zona do euro

BCE se compromete a dar estímulos para sustentar economia da zona do euro
O BCE também deixou inalterado o tamanho do Programa de Compras de Ativos (APP, na sigla em inglês), em 120 bilhões de euros

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou, nesta terça-feira (4), que a instituição financeira está comprometida em sustentar a economia da zona do euro por causa da pandemia do novo coronavírus, que atingiu todos os países do bloco. Lane disse que o BCE utilizará as compras de títulos para conseguir recursos.

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De acordo com informações da agência “Reuters”, os comentários do economista-chefe do BCE devem causar um aumento nas expectativas do mercado em relação ao Programa de Compra de Emergência Pandêmica (PEPP) do BCE, de 1,35 trilhão de euros já em setembro. Também em setembro o banco central atualizará suas previsões econômicas.

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Lane destacou que levará um certo tempo para que haja uma recuperação completa da Zona do Euro e, para isso, a instituição financeira utilizará ferramentas para estimular a economia do bloco. A ideia com os estímulos é compensar a queda notada na renda das famílias ocasionada por causa das medidas tomadas para diminuir a propagação do vírus durante parte do primeiro semestre deste ano.

“Embora tenha havido alguma recuperação na atividade econômica, o nível de fraqueza econômica continua extraordinariamente elevado e as perspectivas são altamente incertas. Da nossa parte, o BCE está comprometido em fornecer o estímulo monetário necessário”, disse Lane.

Sobre a política monetária do BCE, Lane afirmou que “as perspectivas da inflação desempenham o papel central na determinação de uma postura monetária apropriada.” A última vez que o BCE falou sobre política monetária, em relação as perspectivas, foi no dia 16 de julho.

BCE e trabalho remoto de seus funcionários

O Banco Central Europeu (BCE) informou que seus funcionários permanecerão trabalhando de forma remota até o final deste ano, ou seja, três meses a mais do que idealizado anteriormente. De acordo com fonte consultadas pela ‘Bloomberg’, na última segunda-feira (3), o motivo seria o possível término longínquo da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Juliano Passaro

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