Finanças pessoais

Banco Inter lança o PAI, sua nova plataforma de investimentos

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O Banco Inter (BIDI4) decidiu entrar de vez na área de investimentos de pessoas físicas e lançou sua nova plataforma: a PAI Investimentos. A plataforma permite ao usuário investir em uma série de produtos financeiros.

Os clientes do Banco Inter foram informados nesta terça-feira (23) sobre a criação da plataforma. Com essa novidade, o banco entra na briga com os grandes bancos e corretoras para conquistar a preferência dos pequenos investidores.

Saiba mais: Decreto presidencial autoriza 100% de capital estrangeiro no Banco Inter 

Segundo o banco, a PAI Investimentos permitirá maior poder e autonomia para os clientes. Os investimentos poderão ser realizados agora através de melhores ferramentas e opções de aplicações de renda fixa e renda variável.

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Na PAI Investimentos é possível realizar investimentos em:

• Renda fixa: CDB, LCI/LCA, CRI/CRA e debêntures
• Fundos de investimento com cashback
• Ofertas públicas
• Previdência privada
• Home Broker 100% gratuito

Novidades no Banco Inter

A PAI Investimentos é apenas a novidade mais recente do Banco Inter. Um decreto publicado no dia 17 de abril autorizou a participação estrangeira em 100% do capital do banco. O documento foi expedido pela Presidência da República.

O decreto presidencial nº 9.768 entrou em vigor após a publicação no Diário Oficial da União. O Banco Inter informou seus acionistas e o mercado sobre a mudança na lei através de um fato relevante.

Saiba mais: Banco Inter lança corretora de investimentos própria 

Resultado positivo em 2018

O Banco Inter  fechou 2018 com um lucro líquido de R$ 74,2 milhões, em alta de 38% em relação a 2017.

O valor cai para R$ 69,8 milhões, e a alta a 29,8%, quando subtraídos os R$ 4,4 milhões que o Banco Inter pagou com a reversão do diferimento de contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL).

Considerando-se apenas o quarto trimestre, a instituição financeira alcançou lucro contábil de R$ 22,3 milhões. Assim, o crescimento foi de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Por sua vez, na comparação trimestral, o quarto trimestre obteve alta de 17% (R$ 22 milhões).

Em paralelo à forte alta, o Banco Inter observou o retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) despencar na comparação anual:

  • 4º trimestre de 2017: 22,6%
  • 4º trimestre de 2018: 9,5%

Contabilizando todo o ano, o ROAE caiu 4,4 pontos, para 10,4%.

Ressalta-se que a comparação é prejudicada em razão da abertura de capital (IPO) ter sido realizada em abril do ano passado. A oferta de ações aumentou o patrimônio líquido do banco.

A margem financeira líquida alcançou 9,6% em 2018, aumento de 1,4%, se comparada ao mesmo período do ano anterior.

Saiba mais – A ascensão das fintechs continuará em 2019?

O resultado foi fraco, de acordo com o Morgan Stanley. Sobretudo, por conta dos dados operacionais ruins e o aumento das provisões com perdas para empréstimos.

Além disso, a alta do lucro ocorreu em meio a impostos mais baixos e subprovisionamento de risco de crédito. Isso proporcionou um impulso substancial do valor.

O banco digital fechou o ano com 1,45 milhão de correntistas, 3,8 vezes o fechamento de 2017.

Saiba mais – Retrospectiva 2018: um ano intenso para as fintechs

Carteira de crédito do Banco Inter

A carteira de crédito ampliada do Banco Inter ascendeu 28,3% em um ano, e 9,4% em três meses. Assim, a carteira fechou dezembro em R$ 3,338 bilhões.

Os ativos totais subiram de 57,7% em um ano, para R$ 5,641 bilhões, enquanto o patrimônio líquido cresceu 147,7%, para R$ 948,8 milhões.

O Índice de Basileia da instituição financeira bateu em 29,9% em dezembro, ante 17,2% o mesmo período de 2017, e 31,1% em setembro.

Por sua vez, o Índice de Eficiência do Banco Inter passou de 57,3% no fim de 2017 para 66,8% no ano passado. Este indicador específico mostra a melhor eficiência da empresa no menor valor de índice.

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Carlo Cauti
Editor-chefe do SUNO Notícias. Italiano, formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. Concluiu também um MBA em Finanças na B3. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.