Banco Central lançará sistema de meios de pagamento instantâneo em 2020

Banco Central lançará sistema de meios de pagamento instantâneo em 2020
PIX: Banco Central anuncia novo meio de pagamento eletrônico

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse em evento da B3 e da Eurasia Group, em São Paulo, que a instituição irá antecipar o lançamento de um novo sistema de pagamento instantâneo.

Campos Neto afirmou que no caso “do projeto de meios de pagamentos instantâneo, fizemos uma reunião ontem e decidimos antecipar o projeto para 2020, vamos lançar em 2020”, afirmou o presidente do Banco Central.

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No fim do ano passado, o banco montou um grupo de trabalho que definiu as etapas do projeto. A expectativa era de que o modelo fosse implantado no ano que vem. Porém, a operação plena só estaria disponível em 2021.

O pagamento instantâneo permitirá que todas as transações sejam concluídas em, no máximo, 20 segundos. Além disso, será uma alternativa mais barata para os comerciantes, já que a nova medida dispensará o uso de maquininhas. O projeto propõe que os pagamento sejam feitos por QR Code. Os recursos da transação entrarão na conta do fornecedor em tempo real.

O novo modelo prevê o desenvolvimento de um ecossistema que permita transferência de dinheiro entre pessoas, empresas e governo, sem restrição de horário, origem ou destino dos recursos, mesmo que ocorra no fim de semana. No sistema atual, não há liquidação de transferências fora do horário comercial.

Crédito Bancário

O crédito bancário voltou a crescer em março, subindo 0,7% em relação a fevereiro, de acordo com o Banco Central (BC), nesta sexta-feira (26). Essa é a segunda alta seguida.

Dessa forma, o volume total dos empréstimos feitos pelas instituições financeiras foi de R$ 3,267 trilhões em março, enquanto em fevereiro havia atingido os R$ 3,243 trilhões. Durante o primeiro trimestre de 2019, o crédito bancário registrou uma alta de 0,3%.

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De acordo com o Banco Central, a estimativa de crescimento do crédito bancário para 2019, tem como base o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 2% para este ano, devido ao “ambiente com inflação baixa e estável” além da manutenção das taxas de juros em patamares baixos.

Renan Dantas

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