Economia

Banco Central: injeção de liquidez terá impacto de R$ 1,2 trilhão

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De acordo com Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), a injeção de liquidez no sistema terá um impacto de R$ 1,2 trilhão na economia. A informação foi divulgada pelo presidente da autoridade monetária central nesta segunda-feira (23).

O Banco Central apresentou um pacote de estímulos à economia para combater os impactos do coronavírus (Covid-19). O montante total citado por Campos Neto equivale a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Na apresentação, a autoridade frisou: “Não hesitaremos em usar todo o arsenal disponível para assegurar a estabilidade financeira e o bom funcionamento dos mercados, e assim apoiar o funcionamento da economia brasileira”. As medidas tomadas pelo BC são direcionadas a três frentes:

  • Empréstimos com lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito
  • Liberações de depósitos compulsórios
  • Estudos para que empresas pequenas e médias não fiquem sem fluxo de caixa

Campos Neto afirmou que a crise “veio em ondas”. Quando a Ásia foi impactada fortemente, no início do ano, houve o entendimento de que a economia brasileira sendo fechada seria menos influenciada.

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Após o vírus chegar ao Brasil com força, no segundo entendimento, o distanciamento social com o intuito de evitar a disseminação do vírus impactaria o setor de serviços. O banqueiro central salienta que esse setor representa cerca de 60% do PIB.

Medidas do Banco Central

O BC anunciou o corte no recolhimento do depósito compulsório de 25% para 17%, mas não detalhou se poderiam ocorrer mais liberações. Campos Neto disse que o sistema está “bem provisionado, com boa liquidez e capital sobrando”.

O presidente da autoridade monetária salientou que está olhando “setor a setor” para detectar onde é necessária uma atuação para diminuir a influência do vírus. Campos Neto estuda o comportamento da atividade econômica em cada país. Segundo ele, inicialmente, esperava-se um grande efeito na produção industrial da China, mas o coronavírus também impactou o setor de serviços.

Nos Estados Unidos, “vemos um aumento de pedidos de seguro-desemprego”. Já no Brasil, o executivo salientou o cancelamento de passagens aéreas, impactando as companhias do setor. “É um indicador de que a área de serviços foi afetada”.

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O presidente do BC afirmou que um dos maiores intuitos da autoridade monetária é manter a racionalidade do mercado. Segundo ele, o “componente preço é importante”. “Tem que evitar potencial desorganização em que preços podem perder referência”, disse.

O executivo salientou o movimento de investidores de aversão ao risco e ao “fly to quality“, quando o capital é retirado dos mercados emergentes. O presidente do Banco Central ressalta que as turbulências financeiras vão estar conosco “por muito tempo”.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.