Banco do Brasil (BBAS3): setor financeiro do Brasil não é “cartelizado”

Banco do Brasil (BBAS3): setor financeiro do Brasil não é “cartelizado”
Rubem Novaes oficializou sua renuncia à presidencia do Banco do Brasil

O presidente do Banco do Brasil (BBAS3; BBAS11; BBAS12), Rubem Novaes, declarou nessa segunda-feira (8), após ser questionado sobre a falta de concessão de crédito, que o setor financeiro do Brasil não é ‘cartelizado‘, mas que apresenta um grande grau de competição. A informação foi divulgada durante uma comissão mista do Congresso para acompanhar as medidas do governo referente a luta contra a pandemia de coronavírus (Covid-19).

O presidente do Banco do Brasil ainda destacou que há no setor financeiro do país, cinco grandes instituições que atuam de forma relevante no mercado e dezenas de instituições pequenas e médias. Assim, Novaes salientou que isso acaba estabelecendo uma competição “feroz”.

Vale destacar que de acordo com um Relatório de Economia Bancária divulgado pelo Banco Central em maio de 2019, as cinco maiores instituições do Brasil, são responsáveis por cerca e 84,8% das operações de crédito do país. As cinco maiores instituições são:

  • Banco do Brasil;
  • Itaú Unibanco;
  • Bradesco;
  • Caixa Econômica Federal;
  • Santander.

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Além disso, o economista indicou que o governo está avaliando aumentar a faixa de empresas que poderão pedir empréstimos com o objetivo de custear a folha de pagamento.


Em relação a linha de crédito conhecido como ‘Fopag’ , Novaes destacou que essa não apresentou a demanda que era esperada e está sendo ajustada. Além disso, o presidente do banco afirmou que o governo está analisando aumentar a faixa de empresas que poderão pegar o empréstimo para pagar a folha de pagamento.

Atualmente esse linha auxilia companhias que apresentam receita bruta entre R$ 360 mil e R$ 10 mil por ano.

Veja também: Banco do Brasil: avanço das fintechs deve pressionar privatização, diz CEO

Em relação aos ajustes nas linha que devem ser feitos pelo Banco Central, além da ampliação, pode-se citar a retirada da cláusula que diz que a empresa que pega o crédito não pode demitir. Devido a cláusula, Novaes afirmou que algumas empresas optaram por não solicitar o empréstimo, já que não sabem por quanto tempo os negócios seguirão fechados.

Por fim, o presidente do Banco do Brasil não comentou sobre usar as reservas internacionais para combater a pandemia de Covid-19.

Presidente do Banco do Brasil volta a defender desestatização

Durante a audiência dessa segunda-feira, Novaes voltou a defender a privatização da instituição estatal. O economista disse que “as pessoas imaginam que o Banco do Brasil seria comprado por um grande banco estrangeiro, ou por um Itaú”. Na realidade, disse, “não é nada disso que se imagina.”

O presidente da instituição salientou que, atualmente, 50% das ações do banco já são negociadas de forma privada. “É só vender mais um pouco. Fazer do Banco do Brasil uma corporation“, disse.

Laura Moutinho

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