Mercado

B3: Escritórios lançam petição contra aumento de taxas na bolsa de valores

0

Os escritórios B2 Advisors e Blue Star lançaram na última quarta-feira (20) uma petição contra a revisão de taxas da B3. O aumento entrou em vigor nesta semana.

De acordo com as empresas, a elevação das taxas irá favorecer as instituições e operadores de alta frequência em prol dos investidores iniciantes.  Isso porque os investidores que negociam um elevado número de contratos não serão tão afetados pela medida anunciada pela B3.

Saiba mais: B3 adquire Portal de Documentos por R$ 175 milhões

“Em resumo quem opera pouco paga mais e quem opera muito, paga bem menos. Movimento completamente contrário ao crescimento de pessoas físicas na bolsa”, informa o manifesto publicado junto com a petição.

Minicontrados de índice e o dólar deveram ser impactados pela medida. O objetivo da petição é chamar atenção das corretoras para a defesa do trader de pessoa física.

Saiba mais: B3 conclui aquisição de 75% da BLK Sistemas Financeiros

“Enquanto as corretoras se movimentam para tentar ajudar os clientes diminuindo os valores de corretagem, a bolsa enxerga oportunidade e aumenta as taxas do seu lado”, informa o texto.

Segundo os escritórios, o cliente precisa negociar em torno de 150 contratos por dia durante 21 dia para chegar a mesma taxa que tinha antes. Em relação ao dólar, o valor da taxa de um contrato passou de R$ 0,42 para R$ 0,82.

B3

Em 2018, a B3 publicou um ofício sobre o aumento. No documento, a operadora diz que as principais características da tarifação anterior foram implantadas há pelo menos sete anos.

“Ao longo desse período, observaram-se mudanças relevantes no mercado e no comportamento dos investidores”, informa o documento. De acordo com a B3, houve um crescimento do volume e aumento da participação dos minicontratos. O produto Ibovespa passou de 19% do total para 85% em 2018. Além disso, o minidólar obteve crescimento de 6,823%.

Esse movimento criou distorções segundo a B3, como preços desalinhados em relação ao mercado internacional e o consumo de infraestrutura desproporcional à geração de receita.

Saiba mais: Dívidas de empresas listadas na B3 caem 17,7% desde 2015

“Gerou-se, portanto, desalinhamento entre as receitas e o consumo de capacidade. Diante disso, a B3 revisou a tarifação dos produtos referenciados em dólar dos Estados Unidos e em Ibovespa, visando solucionar as distorções descritas acima”, conclui a nota.

 

Compartilhe a sua opinião

Renan Dantas
Escreve sobre política e mercado financeiro para o portal Suno Notícias. Antes, atuou na assessoria de comunicação do Ministério Público do Trabalho e na Rádio Mackenzie, onde apresentava e produzia um programa sobre artistas da música brasileira. É estudante na Universidade Presbiteriana Mackenzie.