Ataques hackers contra empresas no Brasil aumentam com pandemia

Ataques hackers contra empresas no Brasil aumentam com pandemia
Ataques hackers contra empresas no Brasil aumentam com pandemia

Com a epidemia do novo coronavírus, o número de ataques hackers contra empresas no Brasil disparou, segundo levantamento realizado pela companhia de cibersegurança russa Kaspersky.

Conforme dados revelados pela pesquisa, o movimento vem registrando crescimento no últimos meses. O País foi alvo de mais de 60% dos ataques hackers identificados na América Latina pela Kaspersky em abril deste ano. O Brasil é seguido por:

  • Colômbia (11,9 milhões);
  • México (9,3 milhões);
  • Chile (4,3 milhões);
  • Peru (3,6 milhões);
  • Argentina (2,6 milhões).

Por aqui, grandes empresas do setor elétrico foram atingidas por esse tipo de ataque cibernético, como as domésticas Energisa (ENGI11), Light S.A (LIGT3) e CPFL Energia (CPFE3) e as europeias EDP Brasil (ENBR3) e Enel.

Conheça o Suno One, a central gratuita de informações da Suno para quem quer aprender a investir. Acesse clicando aqui.

As companhias do segmento energético acabam sendo alvos preferenciais dos criminosos por serem considerados serviços essenciais. Dessa forma, espera-se que haja maior chance de pagamentos de resgates, cobrados em criptomoedas.

Para o analista sênior de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, o movimento elevou os riscos para grandes companhias de todos os setores, porém há um foco particular em empresas do segmento de energia. Isso se deve ao fato de operarem infraestruturas essenciais, assim como de possuírem dados pessoais dos clientes.

As companhias comunicaram que os ataques não tiveram grandes impactos sobre os sistemas operacionais. A EDP ainda informou, em nota, que não recebeu e nem realizou nenhum pagamento de pedido de resgate.

Empresas de outros setores também são alvos de ataques hackers

Apesar da maior suscetibilidade das elétricas, outras empresas de diversos setores também foram vítimas de invasões, como a Avon, subsidiária de cosméticos do grupo Natura &Co. (NTCO3), e o conglomerado de commodities e logística Cosan (CSAN3).

Saiba mais: Catho sofre ataque hacker e recomenda que usuários troquem senha

A maior gestora de shoppings do País, Aliansce Sonae (ALSO3), também foi atingida pelos ataques cibernéticos. “A companhia continua a investigação e avaliação da extensão do incidente, enquanto trabalha para tomar todas as medidas necessárias para mitigar eventuais efeitos”, afirmou a empresa, comunicado divulgado nesta sexta-feira (3).

A companhia informou aos investidores que sofreu um ataque de hackers a seus sistemas no início de maio, porém a invasão não apresentou um impacto relevante sobre suas operações.

Arthur Guimarães

Compartilhe sua opinião