Argentina reestrutura US$ 41,7 bi em títulos de dívida sob legislação local

Argentina reestrutura US$ 41,7 bi em títulos de dívida sob legislação local
A Argentina informou que reestruturou mais de US$ 40 bilhões em dívida emitida sob a legislação local

O Ministério da Economia da Argentina comunicou nesta sexta-feira (4) que 98,8% dos credores aceitaram a proposta realizada pelo governo do presidente Alberto Fernández para reestruturar parte da dívida em moeda estrangeira emitida sob a legislação local.

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O prazo para que os credores do país vizinho de aderissem ao plano de maneira antecipada teve fim na última terça-feira (1). Com isso, os detentores de US$ 40,9 bilhões (equivalente a R$ 216,77 bilhões na cotação atual do dólar), de um total de US$ 41,7 bilhões, em títulos dívida locais já deram o sinal verde para a proposta do governo argentino, ainda faltando a confirmação oficial.

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A Argentina ofereceu aos credores dos títulos locais o mesmo que havia ofertado aos detentores de papéis emitidos sob legislação estrangeira, isto é, os títulos anteriores serão trocados por outros com vencimentos em 2030, 2035, 2038 e 2041.

Para incentivar a adesão, o governo argentino havia oferecido benefícios adicionais aqueles que aceitarem a proposta até 1º de setembro.

Argentina chega a acordo para reestruturar quase todos os títulos

Na última segunda-feira (31), o país vizinho informou que quase todos os credores privados aceitaram a proposta para reestruturar a dívida de US$ 65 bilhões sob legislação estrangeira.

Após meses de negociações, o governo argentino chegou a um acordo definitivo com os credores no começo do mês de agosto, resultando na reestruturação de quase todos os seus títulos internacionais elegíveis. “O encargo da dívida foi totalmente eliminado no horizonte”, afirmou o ministro da Economia do país, em entrevista coletiva após os resultados.

A Argentina irá emitir novos títulos externos e locais, incluindo 12 novos bônus internacionais com vencimento entre 2029 e 2046, e devem iniciar a ser negociados a partir da próxima segunda-feira (7). “Hoje, quando os novos títulos forem estabelecidos, os anteriores desaparecerão”, afirmou o economista do Banco CMF em Buenos Aires, Roberto Geretto.

Arthur Guimarães

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