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Apple tem queda de 12,8% no lucro líquido do 2ºT19, mas soma US$ 10 bi

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A empresa norte-americana Apple registrou lucro líquido de US$ 10 bilhões (US$ 2,18 por papel) no segundo trimestre de 2019. Os resultados trimestral foram divulgados pela companhia nesta terça-feira (30).

O lucro obtido pela Apple entre abril e junho indica queda de 12,8% ante o mesmo período de 2018. No segundo semestre do ano passado, o montante foi de US$ 11,5 bilhões (US$ 2,34 por ação).

Por outro lado, a receita total da gigante tecnológica aumentou 1% e somou US$ 53,3 bilhões. As estimativas de analistas esperavam uma receita de US$ 53,3 bi. A receita de serviços também subiu 12,6% e atingiu US$ 11,4 bilhões.

A receita com produtos, no entanto, recuou 1,7% e somou US$ 42,3 bilhões no segundo trimestre deste ano.

A projeção da companhia é de que a receita para o trimestre iniciado em julho e que encerra em outubro fique entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões.

Vendas de Iphone

No segundo trimestre deste ano, a Apple apresentou uma queda de 12% nas vendas de Iphone. O baixo desempenho foi compensado através da venda de outros aparelhos da marca, como o Ipad e o Mac.

Além disso, as vendas na App Store, loja encontrada nos dispositivos da marca, subiram 13%. Contudo, essa é a menor alta registrada em um trimestre desde 2015.

A redução das vendas do “carro-chefe” da empresa foi impulsionada pelo aumento da concorrência com outras empresas. No caso das companhias da China, por exemplo, os smartphones são oferecidos por preços inferiores e com grande quantidade de recursos.

No país asiático, a empresa precisou reduzir o preço de seus produtos para ser mais competitiva com marcas como a Huawei e a Xiaomi. Assim, as vendas da Apple na região caíram 4%, e foram para US$ 9,16 bilhões.

Diminuição da produção da Apple na China

Em junho, a Apple informou que pretende transferir entre 15% a 30% de sua produção da China para o Sudeste Asiático.

Saiba mais: Apple pretende tirar até 30% de sua produção da China

A empresa solicitou aos seus fornecedores que avaliem os custos da mudança. Durante o período de avaliação, a companhia estará se preparando para reestruturar sua cadeia de fornecimento.

A Apple informou que os riscos de depender da fabricação na China são crescentes e muito grandes. Isso se dá, principalmente, por conta da guerra comercial, marcada pela imposição de tarifas, entre Estados Unidos e China.

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Giovanna Almeida
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.