Apple anuncia isenção da taxa de 30% para empresas na App Store

Apple anuncia isenção da taxa de 30% para empresas na App Store
Apple anuncia isenção da taxa de 30% para empresas no App Store

A Apple (NASDAQ: AAPL) informou nesta sexta-feira (25) que irá reduzir temporariamente suas taxas na App Store, loja oficial de aplicativos da marca, para empresas que, prejudicadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), foram forçadas a se voltar para eventos exclusivamente online.

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A concessão da Apple deve durar até o final deste ano, e afetará as vendas feitas através de aplicativos de empresas como Facebook, Airbnb e a plataforma de reservas de aulas de ginástica ClassPass, entretanto a taxa ainda será cobrada em aplicativos de jogos.

A nova isenção veio após o Facebook acusar a Apple de prejudicar as pequenas empresas que estão tentando vender mais serviços digitais durante a pandemia da Covid-19.

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“A Apple concordou em fornecer um breve intervalo de três meses, após o qual as empresas em dificuldades terão que, mais uma vez, pagar à Apple o imposto total de 30% na App Store”, informou o Facebook, reagindo ao anúncio dado nesta sexta-feira.

No período do isolamento social, empresas impactadas pela restrição de movimento, como a ClassPass, começaram a vender ingressos para aulas online por meio de seus aplicativos para o iPhone, enquanto o Facebook lançou um novo recurso para permitir que empresas façam eventos através de seus aplicativos.

Nesta semana, a Epic e 12 outras empresas, incluindo Spotify e Match Group, controladora do aplicativo de relacionamento online, Tinder, lançou um grupo de defesa, a Coalition for App Fairness, para pedir reformas, transparência e supervisão.

“Para garantir que cada desenvolvedor possa criar e expandir um negócio de sucesso, a Apple mantém um conjunto claro e consistente de diretrizes que se aplicam igualmente a todos”, anunciou a empresa nesta sexta-feira.

A Apple ainda informou que não estendeu a exceção aos criadores de jogos do Facebook, já que eles não foram afetados pela pandemia.

Fortnite vs Apple: entenda as raízes da “guerra dos apps”

Nas últimas semanas o mundo dos gamers assistiu ao começo de uma batalha entre titãs: de um lado o popularíssimo jogo Fortnite, do outro a gigante Apple (NASDAQ: AAPL), que decretou seu banimento de sua loja virtual.

A “culpa” do app teria sido aquela de criar um novo sistema de pagamentos próprio, para evitar a taxa de 30% cobrada pela Apple sobre as compras realizadas em seu store. Basicamente os usuários passaram a poder baixar o Fortnite e realizar compras direto com o programa, sem passar pela empresa de Cupertino.

Mas para entender o caso é necessário fazer um passo para trás.

É 10 de julho de 2008 quando a primeira versão da App Store é lançada. Steve Jobs faz sua maior mágica: convencer gravadoras, produtoras, casas de software e pequenos desenvolvedores independentes a pagar uma comissão de 30% sobre suas receitas para serem hospedados no iPhone e iPad.

“Não estamos procurando parceiros de negócios”, disse na época o executivo com dura franqueza em uma entrevista ao “The New York Times, “queremos apenas vender mais iPhones”.

Naquele momento, ninguém protestou. Hoje, porém, essa proposta parece mais agradar mais ninguém.

Entenda as raízes do caso Fortnite vs Apple

A guerra contra esse modelo de negócios foi iniciada por Tim Sweeney, fundador da Epic Games e criador do Fortnite. O executivo iniciou uma batalha judicial e midiática contra aquilo que definiu “monopólios” digitais. E especialmente contra essa comissão de 30%.

A batalha parecia logo impar, pois ser capaz de pintar a Apple como o vilão do videogame não é uma tarefa fácil. Primeiro pois são necessários recursos de dimensão não indiferente, pois a empresa, hoje liderada por Tim Cook, atingiu recentemente uma capitalização estelar de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,6 trilhões), nominalmente maior que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Além disso, é necessária muita coragem. E uma boa dose de loucura. Pois a Apple é uma das empresas mais “pop” do planeta, chegando a beirar o fanatismo entre muitos de seus clientes. Chamados, não por acaso, de “evangelizadores”.

Mas a investida de certo, e gerou uma onda de protestos sem precedentes contra a Apple, especialmente entre os jovens.

Até porque dessa vez não foi protestar apenas um pedaço da indústria de jogos, mas também “amigos” e “colegas”, como

  • Microsoft (NASDAQ: MFST);
  • Facebook (NASDAQ: FB);
  • Amazon (NASDAQ: AMZN).

Todos, em tons diferentes, se alinharam contra as regras muito rígidas de venda na App Store.

No começo as críticas vieram apenas como golpes de esgrima. Mas ao longo das semanas começaram a machucar mais a imagem da Apple, e marcam uma mudança de contexto.

Saiba Mais: Fortnite vs Apple: entenda as raízes da “guerra dos apps”

Como o caso de Mark Zuckerberg que no dia seguinte à remoção do aplicativo Fortnite da loja do iPhone anunciou que havia pedido à Apple para reduzir as taxas na App Store para oferecer o Facebook Pay. A questão era absorver todos os custos para as empresas que registraram problemas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Infelizmente eles rejeitaram nossos pedidos”, escreveu Zuckerberg em seu blog. Desde então o Facebook especifica para cada transação “in house” que: “não cobra comissão por essa compra”, enquanto no iOS escreve “A Apple fica com 30% dessa compra”.

Rafaela La Regina

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