Negócios

Anglo American tem lucro de US$ 3,5 bi em 2018, acima do esperado

0

A mineradora Anglo American registrou um lucro líquido de US$ 3,5 bilhões em 2018 – uma alta de 12% em relação a 2017, ano em que teve ganhos de US$ 3,1 bilhões. A companhia divulgou seu balanço financeiro nesta quinta (21).

Os ganhos da Anglo American ficaram acima dos cálculos feitos por analistas da consultoria FacSet, segundo o Valor Econômico. Esperava-se um lucro de US$ 2,8 bilhões. O resultado se deu em razão do aumento dos preços das commodities, com destaque para a platina, o carvão e o níquel.

Saiba mais: Vale informa que entrará com recurso contra suspensão de complexos

A receita também teve alta, crescendo 5,2% em relação ao ano anterior. A empresa faturou US$ 27,6 bilhões, ante os US$ 26,2 bilhões aferidos em 2017. A dívida líquida, por sua vez, caiu de US$ 4,5 bilhões para US$ 2,8 bilhões – também abaixo do esperado pelo mercado.

A queda se deu após a operação de minério de ferro de Minas-Rio, em Minas Gerais, acumular uma grande dívida em razão da paralisação das atividades. Em março, vazamentos no mineroduto da mina levaram à interrupção dos trabalhos. A operação, por sua vez, teve o intervalo de projeções para sua produção de minério de ferro ajustado para cima. A produção deve ficar entre 18 milhões e 20 milhões em 2019. No ano anterior, a projeção foi de 16 milhões a 19 milhões.

Saiba mais: Brumadinho: Vale firma acordo parcial para despesas de vítimas

O novo cálculo para a Minas-Rio foi feito depois de a companhia receber uma licença ambiental para a terceira fase de produção da mina, em 21 de dezembro. A mineradora diz que a autorização lhe dará maior flexibilidade operacional e uma produção de melhor qualidade.

Saiba mais: Vale cria comitê para garantir segurança de barragens

A Anglo American registrou ainda um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado 4% maior, somando US$ 9,1 bilhões. O Ebitda ajustado da De Beers, negócio de diamantes do qual a mineradora é sócia, recuou 13% em 2018, somando US$ 1,2 bilhão. A explicação está nos investimentos em outras iniciativas, como a produção de diamantes em laboratório, de acordo com a companhia.

 

Compartilhe a sua opinião

Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.