Anac analisa retorno das operações do Boeing 737 Max no Brasil

Anac analisa retorno das operações do Boeing 737 Max no Brasil
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta sexta-feira (14) que já avalia o retorno das operações do Boeing 737-8 MAX, modelo que foi proibido de alçar voo após estar envolvido em dois acidentes fatais.

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Conforme comunicado oficial do órgão regulador, a Anac irá analisar uma “uma proposta de modificação do sistema de controle de voo” da aeronave da Boeing, encaminhada pela norte-americana Federal Aviation Administration (FAA) em 3 de agosto.

As mesma diretrizes foram enviadas a outras autoridades reguladoras do setor de aviação do mundo, que juntas integram um comitê para autorizar o retorno das operações do modelo.

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“Esse material deve ficar sob consulta por um período de 45 dias, quando a FAA publicará a regra final correspondente, contendo as instruções de cumprimento mandatório necessárias para o retorno seguro às operações destas aeronaves. No Brasil, a volta das operações deste tipo de modelo ainda passará por validação final da ANAC, que desde abril de 2019 faz parte do grupo de autoridades validadoras”, detalhou a Anac.

Por aqui, somente a Gol (GOLL4) utiliza o modelo de avião, dispondo de um total de sete unidades em sua frota. Todas as aeronaves estão estacionadas desde o início do ano passado.

Investigações apontam para falhas no software do Boeing 737 Max

O modelo foi impedido de levantar voo depois de se envolver em dois acidentes fatais, na Etiópia e na Indonésia. Os acidentes levaram a ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos , além de cortar um importante fonte de receita da fabricante norte-americana.

Em relação às fatalidades, as investigações apontaram que ambas foram provocadas por falhas no software conhecido como MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System ou Sistema de Aumento das Caraterísticas de Manobra), que forçaram ângulos inapropriados e dificultaram a retomada da trajetória correta por parte dos pilotos.

A Boeing, por sua vez, comunicou ter realizado uma revisão nos códigos do sistema para evitar que o problema volte a acontecer.

Arthur Guimarães

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