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Amazon, Berkshire e J.P Morgan criam site de nova empresa de saúde

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O site da joint venture na área de saúde da Amazon, Berkshire Hathaway e do J.P. Morgan Chase estreou no ar nesta quinta-feita (7). A nova empresa, que se chama Haven (havenhealthcare.com), tinha sido anunciada em 2018 pelas três gigantes.

As controladoras não divulgaram quase nenhuma informação sobre os planos da Haven. Entre os seus objetivos estão melhorar o acesso ao atendimento primário, simplificar a cobertura de seguradoras e tornar os medicamentos mais baratos para pacientes.

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Em seu site foi publicada uma carta do diretor-presidente, Atul Gawande,
que é um cirurgião renomado, além de escritor famoso. Entretanto, o site não apresenta detalhes sobre os planos industriais da joint venture.

Segundo Gawande, a Haven foi criada porque suas empresas fundadoras “ficaram frustradas com a qualidade, o serviço e os altos custos que seus funcionários e famílias experimentaram no sistema de saúde dos EUA”.

O diretor-presidente indicou em sua carta como a Haven “criará novas soluções e trabalhará para mudar sistemas, tecnologias, contratos, políticas e o que estiver no caminho de melhores cuidados na área de saúde”.

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“A Haven será uma defensora do paciente e uma aliada para qualquer pessoa” que queira melhorar o atendimento ao paciente e os custos. A empresa vai “criar novas soluções e trabalhar para mudar sistemas, tecnologias, contratos, políticas e qualquer outra coisa que esteja no caminho de um melhor atendimento”, escreveu Gawande.

O diretor-presidente da Heven foi elogiado publicamente no mês passado pelo presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett. O bilionário norte-americano definiu Gawande um “companheiro incrível”. Para Buffett, entre os objetivos da Haven estarão a luta contra o aumento dos custos médicos e encontrar um sistema de saúde melhor para os clientes. Segundo Charles Munger, um dos sócios de Buffett, essa é provavelmente uma das tarefas mais difíceis na agenda da Berkshire Hathaway.

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Empresa misteriosa mas que gera temores

A empresa terá sua sede no estado norte-americano de Delaware, conhecido por suas facilitações tributárias. No início de suas atividades, a Haven se concentrará inicialmente sobre os funcionários da Amazon, Berkshire Hathaway e do J.P. Morgan Chase. No total serão cerca de 1,2 milhão de pessoas. “Com o tempo, pretendemos compartilhar nossas inovações e soluções a ajudar os outros”, informou a empresa em seu site.

No portal, a Haven salientou como o objetivo não é obter lucro. “Reinvestiremos qualquer superávit de volta ao nosso trabalho”, aparece no site. A empresa se disse  “interessada em trabalhar com médicos e empresas de seguros para melhorar o sistema de saúde de maneira geral”.

A joint venture gerou entusiasmo no setor de saúde nos Estados Unidos. Isso antes mesmo que os detalhes sobre suas atividades fossem divulgados publicamente. Entretanto, a Haven também levantou temores entre seguradoras de saúde, fabricantes de remédios e outras empresas da indústria farmacêutica. Para eles, o medo é que a massa crítica das empresas controladoras da Haven seja usada para prejudicar outras companhias estabelecidas no setor.

A empresa acabou recentemente envolvida em uma disputa legal com a unidade Optum, da UnitedHealth Group Inc. Um ex-funcionário da Optum, David William Smith, foi contratado pela Haven. Ele teria violado um acordo de não concorrência assinado com a Optum. A empresa requereu uma medida cautelar temporária para impedir que Smith comece a trabalhar.  Todavia, o caso judiciário terminou com a absolvição da joint venture, já que um juiz federal de Massachusetts negou o pedido da Optum. O caso acabou passando para uma arbitragem.

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Carlo Cauti
Editor-chefe do SUNO Notícias. Italiano, formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. Concluiu também um MBA em Finanças na B3. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.