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Alugar, comprar ou utilizar serviços alternativos? Confira dicas para não fazer um mau negócio

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É muito comum se deparar com a dúvida de comprar ou alugar, quando o assunto é imóvel e meios de transporte. Com o advento da tecnologia e a criação de novos aplicativos, que podem facilitar a rotina das pessoas que moram em grandes metrópoles, ficou ainda mais pertinente essa questão.

Sendo assim, o Suno Notícias foi atrás da opinião de três analistas, que trataram sobre os assuntos e falaram sobre aluguel de imóveis, carros e até bicicletas. Afinal, o que será que compensa mais? Comprar, alugar ou utilizar serviços alternativos?

Carros

Você já deve ter ouvido aquela frase de que ter um carro é como ter um filho. Isso porque o automóvel traz muitos gastos diários. Para a analista Gabriela Mosmann, da Suno Research, hoje em dia andar de Uber, pelo menos se tratando de grandes metrópoles, compensa muito mais do que ter um automóvel.

“O Uber te pega na porta, você não precisa pagar estacionamento, que é algo muito caro… as pessoas esquecem disso quando escolhem ter um carro. A pessoa precisa considerar que o carro vai depreciar, que ela vai pagar seguro, IPVA, o estacionamento”, disse a analista.

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Mosmann ainda reforçou que com os serviços de transporte oferecidos por aplicativos, o cliente pode utilizar o seu tempo enquanto está a caminho de seu destino, o que é uma grande vantagem em grandes centros urbanos.

“Vale lembrar que no Uber/99 Taxis você tem um ganho da utilização de seu tempo, por não estar dirigindo estressado no trânsito. Assim você pode fazer outras coisas, como trabalhar, ficar no celular. Sabemos que a vida em grandes metrópoles é corrida então essa utilização de tempo vale a pena”.

A analista ainda reiterou que quanto mais caro for o carro, menos em conta sairá o custo total, porém será um “trade off”, já que a pessoa terá mais conforto por ter o seu próprio automóvel. “Muitas pessoas abdicam da questão financeira para ter mais conforto”, afirmou Mosmann.

Imóveis

O setor de imóveis é, talvez, um dos que mais causam dúvidas na hora da negociação. Muitas pessoas preferem, ainda, comprar imóveis, pela garantia de ter o seu próprio patrimônio material. Em contrapartida, de acordo com o analista Daniel Chinzarian, de Mercado de Capitais e Fundos Imobiliários, da Guide Investimentos, com a taxa de juros a 5%, está compensando mais alugar um apartamento hoje em dia.

“Alugar um apartamento residencial, principalmente para os jovens, que se preocupam mais em ter o dinheiro, e investi-lo, do que desembolsar uma grande quantidade em um imóvel que vai ficar imobilizado, compensa mais. O dinheiro que você iria imobilizar na compra de um imóvel, você deixa rendendo e consegue pagar um aluguel e outros serviços alternativos”, analisou Chinzarian.

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Os serviços alternativos que o especialista citou anteriormente são como o Housi, da Vitacon, que consiste em edifícios projetados para oferecer um pacote de serviços aos moradores, que são cobrados por fora, como por exemplo: restaurante, lavanderia coletiva e espaço de coworking. E também o Luggo, da MRV, que também oferece serviços pay-per-use, em imóveis com boa localização, que ficam na faixa de R$ 800 a R$ 1100 para serem alugados.

“Isso está sendo uma jogada bem legal que as incorporadoras estão fazendo, elas estão percebendo que as vendas estão caindo e pra tirar esse estoque que está no seu pipeline elas estão fazendo esse serviço de aluguel”, disse o analista.

De acordo com Chinzarian, as pessoas estão trocando morar em apartamento grande para ter um apartamento pequeno perto do local em que trabalham, para ir a pé, de bicicleta, patinete, e terem menos custos com locomoção. Como consequência, isso está mudando o mercado.

“Posso te afirmar que o mercado de incorporação imobiliária de São Paulo vai mudar bastante nos próximos anos. Hoje, dado esse cenário que as pessoas estão procurando, está compensando mais alugar e utilizar serviços alternativos. Você pode deixar o seu dinheiro investido em um fundo imobiliário, que ele te paga dividendo mensal, livre de imposto de renda, e com isso você consegue alugar seu apartamento com todos esses dividendos que você vai ter”, concluiu o analista da Guide Investimentos.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, o especialista João Arthur, da Suno Research, também defende que o aluguel compensa mais. “Falando estritamente sobre a questão financeira, a maioria dos especialistas concordam em sugerir o aluguel dado que você não irá imobilizar os seus ativos. Isto é: você ficará com o seu dinheiro livre para investir e fazer ele render no mercado financeiro, onde você pode conseguir uma boa rentabilidade e contando uma ótima liquidez. Lembrando que nos imóveis físicos a liquidez é baixíssima”, afirmou Arthur.

Bicicleta

As bicicletas compartilhadas da Yellow chegaram ao Brasil em meados de agosto do ano passado. O serviço foi bem acatado pelo público e outras empresas chegaram ao País para competir com a marca. Antes da Yellow, as bicicletas do Itaú já operavam por aqui. Entretanto, o serviço não tinha atingido o patamar de popularidade da Yellow.

A analista da Suno Research afirmou que no caso das bicicletas, ainda compensa mais comprar uma. Isso porque os aplicativos ainda cobram caro demais. “Assim como o carro, a bicicleta varia muito porque existe desde o modelo mais barato até o modelo mais caro, porém algumas pessoas preferem mais conforto. Nem tudo é só na ponta do lápis financeiro. Entretanto, ter a sua bicicleta será muito mais em conta do que alugar no aplicativo da Yellow por exemplo, porque esses aplicativos ainda são muito caros”.

Mosmann reforçou que as bicicletas não possuem custos elevados como despesas com estacionamento, seguro, entre outros. Para o automóvel, entretanto, tudo isso tem que ser levado em conta.

Agora que você já tem uma noção maior do que vale mais a pena, comprar, alugar ou utilizar serviços alternativos, fica mais fácil de decidir. Entretanto, é necessário sempre estudar e colocar as contas no papel antes de qualquer negócio, como reforçaram os especialistas.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.