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Negociação complicada pode adiar prazo do acordo comercial, diz Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que pode prorrogar o prazo para o fechamento do acordo comercial com a China, previsto para 1º de março.

“Existe uma possibilidade de eu prorrogar a data“, disse Trump sobre o acordo comercial em entrevista à imprensa.

Em tom totalmente diferente do discurso de terça-feira (12), o presidente norte-americano disse que o acordo tem negociações “bastante complicadas”.

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Trump otimista na semana

Na última terça-feira (12), Trump já havia falado sobre a possibilidade de prorrogar o prazo de 1º de março para fechar o acordo comercial com a China.

No entanto, Trump afirmou que preferia não fazer isso. Ele ainda disse que esperava se reunir em algum momento com o presidente da China, Xi Jinping, para realizar o acordo comercial.

A fala de Trump aconteceu no dia em que autoridades norte-americanas chegaram a Pequim para uma nova rodada de negociações. No caso, as autoridades se reuniriam entre quinta-feira (14) e esta sexta-feira (15) para tratar do assunto com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

Saiba mais: Representante comercial dos EUA chega à China para negociações

O objetivo das duas potências econômicas era fechar um acordo que desse fim a guerra comercial antes do prazo de 1º de março, evitando o aumento das tarifas.

Na ocasião o presidente afirmou que caso as negociações avançassem e chegassem perto de um acordo completo, pode ser que o prazo seja prorrogado.

Com discurso mais otimista, Trump disse aos repórteres: “Estamos indo muito bem lá na China”.

Entenda a guerra comercial

Ainda em 2015, a China lançou o programa “Made in China 2025”, que tinha como objetivo fazer do país um líder mundial em setores, como:

  • aeronáutica;
  • robótica;
  • telecomunicações;
  • inteligência artificial
  • e veículos de energia limpa.

Alinhado ao pensamento chinês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu favorável ao progresso da China em alguns momentos. No entanto, não era favorável as perdas das empresas norte-americanas.

Dessa forma, os EUA pedem o fim de práticas comerciais que julga “injustas”, como:

  • a transferência de tecnologia imposta a empresas estrangeiras na China;
  • o roubo de propriedade intelectual dos EUA;
  • e os subsídios concedidos a empresas estatais chinesas.

A ameaça dos Estados Unidos é de que sejam aumentadas as tarifas sobre US$ 200 bilhões de importações chinesas. Isso, caso não seja fechado nenhum acordo comercial até 1º de março. No entanto, Trump deve elevar as tarifas de 10% para 25% após o prazo.

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Renan Bandeira
Renan Bandeira escreve sobre política e economia para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou em uma rede de televisão, onde fazia reportagens sobre os mesmos temas. Estuda na Universidade Metodista de São Paulo.