Acordo Mercosul-UE “parece que começa a fazer água”, diz Mourão

Acordo Mercosul-UE “parece que começa a fazer água”, diz Mourão
O Acordo entre o Mercosul e a UE se arrasta desde o ano passado, pendente de aprovação pelos governos europeus

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, declarou nesta quinta-feira (27) que a articulação para costurar um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) “parece que começa a fazer água”.

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O vice-presidente afirmou, durante live promovida por associações comerciais, que os países do Mercosul enfrentam um particularmente complicado neste momento. Mourão destacou, nesse sentido, o cenário em que a vizinha Argentina passa, de aumento nos casos do novo coronavírus e de dificuldade em reestruturar a sua dívida externa com credores estrangeiros.

Além disso, o general da reserva relembrou ainda que a Argentina paralisou a renovação das licenças de importação de produtos manufaturados brasileiros. Dessa forma, Brasil possui cerca de US$ 100 milhões (equivalente a R$ 557 milhões) em valores de veículos paradas, à espera da autorização.

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“Esses problemas se apresentam neste momento em que o grande esforço que foi feito, no ano passado, na articulação do acordo entre Mercosul e União Europeia parece que começa a fazer água. Realmente, temos de ter uma equipe em condições de negociar permanentemente não só com nossos parceiros do Mercosul, mas também com a União Europeia”, afirmou Mourão.

Os dois blocos assinaram um acordo preliminar de livre comércio em julho do ano passado, depois de duas décadas de negociações. A oficialização do tratado está pendente de aprovação pelos governos europeus e pelo Parlamento Europeu, o que tem se arrastado sem avanços até este momento.

Mourão comenta ‘dúvidas’ de Merkel sobre acordo Mercosul-UE

O vice-presidente ainda comentou as notícias sobre “dúvidas” da chanceler alemã Angela Merkel sobre acordo entre os dois blocos, afirmando que seriam devido à política ambiental do Brasil. Mourão considerou que há ruídos de comunicação e a imagem externa do Brasil está abalada por “alguns preconceitos” em relação ao País, defendo a necessidade de “desmistificar” o debate.

“Nós temos de dialogar com todos os parceiros econômicos, independentemente de orientação ideológica”, disse. “Sem preconceitos. A única preocupação que devemos ter é de não prejudicar nosso país e nossa população”, ressaltou o militar.

As negociações para um acordo entre o Mercosul e a UE tiveram início há quase 20 anos, com diversos governos envolvidos nas conversas. Os diálogos, contudo, foram intensificados depois da eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando os europeus suspenderam negociações com o governo norte-americano e se voltaram para outros aliados comerciais.

Arthur Guimarães

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