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Acionistas estudam vender operações da Oi

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Os acionistas da Oi (OIBR3; OIBR4) vem estudando junto ao Conselho de Administração da tele carioca uma alternativa para os rumos da companhia.

Segundo o jornal “O Globo”, que conversou com fontes ligas ao setor, duas alternativas estão em pauta: a venda total da Oi para um novo investidor ou a divisão das operações de forma regional.

Na lista dos interessados, estão as nacionais Vivo, Claro e Tim. A americana AT&T e empresas chinesas de telecomunicação também demonstraram interesse.

Empresas interessadas nas operações da Oi

Recentemente, a Vivo, maior empresa de telefonia do País, demonstrou aptidão em adquirir os ativos da Oi no Norte e Nordeste do País. TIM e Claro também são possíveis interessado na compra total das operações ou aquisição de partes da empresa, como a rede de fibra ótica e clientes.

De acordo o “Globo”, as atividades da companhia teriam chamado a atenção de Ricardo Knoepfelmacher, da RK Partners, consultoria à frente de alguns dos principais processos de reestruturação de empresas no País.

Existem negociação com o governo sobre uma proposta conjunta com fundos de investimento para adquirir 100% da Oi.

Confira: Senado negocia início da votação do projeto que beneficiará a Oi

A AT&T, que procura permanecer no Brasil junto a Sky após se fundir com a Warner nos EUA, é outra companhia que estuda o cenário.

Empresas chinesas, que já participam de algumas linhas de financiamento da Oi, já informaram que vão avaliar uma nova investida na tele logo após a aprovação do Projeto de Lei na Câmara (PLC) 79 no Congresso, que transferirá a concessão para autorização, gerando menos custo para a manutenção da telefonia fixa.

Processo parado na Justiça

Para colocar o plano de venda em prática, entretanto, é necessário que o Conselho de Administração da Oi e os acionistas tenham o aval da Justiça. Apenas então, existirá a possibilidade da mudança no comando da companhia.

Esse plano foi entregue a Justiça no início de junho, já está em análise pelo Ministério Público, porém, sem data estipulada para a conclusão.

Na semana passada, o banco BTG Pactual divulgou um relatório onde afirma que “esperamos que a diretoria da Oi, juntamente com a vara empresarial responsável pela recuperação judicial, acelere a nomeação e a aprovação do novo CEO. Para sermos honestos, não podemos entender por que esse processo está demorando tanto”

Para o BTG, entre o segundo semestre de 2019 e o fim de 2021, a Oi precisa de um reforço de R$ 6 bilhões em seu caixa. O montante ainda não foi captado e é necessário para manter o plano de investimentos durante o processo de recuperação judicial, conforme acordado com a Justiça.

Desse total, aproximadamente R$ 4 bilhões viriam da venda da Unitel, em Angola. Entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões com a venda de torres, data centers e rede de fibra ótica em São Paulo.

Além disso, a companhia ainda avalia a possibilidade de um processo de capitalização de R$ 2,5 bilhões com bancos, o que deve ser concluído até fevereiro de 2020.

Veja mais: Oi conversa com bancos para levantar até R$ 2,5 bilhões, diz jornal

Na última terça-feira (27), as ações ordinárias da Oi encerraram o pregão com uma alta de +2,70% na Bolsa de Valores de São Paulo. Somente em agosto, contudo, a queda é de -51,28%.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.