A Seguir: Saúde de Bolsonaro, Necessidade de Reformas e Cenário Global

A Seguir: Saúde de Bolsonaro, Necessidade de Reformas e Cenário Global
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O que deve movimentar a semana no Brasil

Estado de saúde de Bolsonaro

No Brasil o cenário político e econômico continua se misturando.

Um dos destaques é a possível saída de Bolsonaro do hospital. Segundo entrevista dada pelo presidente ao jornalista do SBT Carlos Nascimento, se tudo der certo ele deve sair do hospital na próxima terça-feira.

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De modo geral a noticia é positiva, visto aos recentes rumores de que a situação de saúde de Bolsonaro poderia ser mais grave do que os boletins médicos oficiais indicavam, o que estava gerando ansiedade no mercado.


Dados sobre o Varejo no Brasil

Além disso, nessa semana teremos a liberação de dados sobre as vendas do varejo e sua evolução na comparação mensal e anual.

No cenário mensal a expectativa é de um aumento na casa de 2% nas vendas.

Novamente frisamos a importância de se avaliar a relação entre resultado real e expectativa como principal driver de efeito no mercado.

Ao considerarmos o atual sentimento do mercado e da população em relação ao Brasil, um resultado dentro da expectativa é positivo, mostrando a tendência de recuperação da economia.

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Já um resultado abaixo, pode ser visto como negativo, mesmo que seja apontado crescimento, pois indica possível desaceleração.

Ao considerarmos o atual cenário interno no Brasil, os dados econômicos de PIB, Inflação e Varejo são especialmente relevantes, pois, os seus resultados podem dar mais ou menos tempo para que o governo aprove as reformas necessárias.

De forma resumida: dados fracos fazem o mercado pressionar pelas reformas em menos tempo, enquanto que dados positivos podem dar mais fôlego.

Para finalizar esse assunto é importante frisar de que hoje esses sinais, apesar de afetarem o mercado no curto prazo, são praticamente ruídos, ou seja, sua importância no longo prazo é pequena quando comparada ao fator político de maior relevância no momento: a aprovação das reformas.

Assim como dito por Sthulberger, do Fundo Verde em entrevista recente, o cenário do Brasil é aparentemente positivo e existem diversas alavancas de valor para o crescimento do país.

Os níveis de ociosidade da indústria, bem como desemprego e inflação, apontam uma larga avenida de crescimento no médio prazo. Alinhe isso com os recentes aumentos dos índices de confiança do empresário e do consumidor e temos um cenário bastante positivo.

Porém, novamente, a realização ou não desse crescimento potencial, depende da capacidade do governo em aprovar as reformas e isso precisa ser feito logo ou corremos o risco de perder o momento.


Temporada de Resultados: BBSE3, BBAS3 e USIM5

Por fim, para encerrar a seção Brasil, abordamos alguns destaques da temporada de resultados.

Entre as empresas mais relevantes temos a BBSE (BBSE3) que libera seus resultados amanhã (segunda-feira), no mesmo dia que também devem ser anunciados os resultados da Brasil Agro (AGRO3) e  da São Martinho (SMTO3).

Ainda nessa semana Banrisul (BRSR6) e Banco do Brasil (BBAS3) também devem publicar os dados do 4T18.

Além dessas, outras empresas relevantes que liberarão seus dados são a Grendene (GRND3), e Usiminas (USIM3).

Como sempre, nossos assinantes devem receber relatórios avaliando o resultado das empresas de maior relevância no Suno Valor e Suno Dividendos, e algumas delas serão comentadas gratuitamente no Radar do Mercado.


O que deve movimentar o mundo essa semana

Continuação da guerra comercial entre EUA e CHINA

A atenção global segue nas negociações da guerra comercial entre EUA e China.

Nessa semana uma nova rodada de conversas em busca de um acordo para fim do conflito deve ser iniciada em Beijing.

Dessa vez, além das negociações sobre tarifas, as conversas devem envolver outros pontos de conflitos antigos entre os países, como acusações de que empresas chinesas violando patentes e o governo forçando empresas americanas a compartilharem “segredos tecnológicos” com contrapartes chinesas.

A situação segue tensa e sinais de resolução do conflito permanecem distantes.


Dados sobre a economia Americana

Ainda nos EUA teremos a liberação de dados econômicos importantes.

Os dois principais são dados sobre a Inflação em janeiro, a expectativa de alta de 0,1% na comparação mensal, e de baixa no acumulado anual indo de 1,9% para 1,5%.

Além disso teremos dados sobre o varejo, onde a expectativa é de um crescimento de 0,1% (ante 0,2% no período anterior).

Esses dados são especialmente importantes em um momento de medo em relação a uma possível desaceleração global.

Com a China mostrando sinais de que o seu crescimento está “ficando mais lento”, o mercado busca sinais a respeito disso ser um fato isolado ou uma tendência geral, que pode significar menos crescimento ou até mesmo retração da economia no futuro próximo.

É importante, porém, lembrar de que esses sinais de desaceleração apesar de afetarem indiretamente nosso país, não refletem a situação do Brasil.

Por aqui, tanto a produção industrial quanto a ociosidade da capacidade produtiva, indicam uma grande avenida de crescimento nos próximos anos, caso as reformas necessárias sejam feitas para garantir uma estabilidade do cenário político e econômico do ponto de vista macro.

Também vale a pena ressaltar de que mesmo em um cenário de desaceleração global, existem segmentos do mercado onde isso não acontece, ou seja, quando deixamos de olhar índices que aglomeram diversos negócios e refletem o mercado, e olhamos as empresas individuais, boas oportunidades ainda existem, e essa é a abordagem que recomendamos.


Temporada de Resultado nos EUA se aproxima do fim

Por fim para finalizar a seção mundo do A Seguir dessa semana, queremos destacar alguns dos eventos da temporada de resultados das empresas americanas nessa semana.

Apesar da temporada estar acabando, algumas gigantes ainda devem anunciar dados do seu 4T18, entre elas a Coca-Cola, a PepsiCo, a Cisco e a Nvidia.

Em nossa leitura os resultados da Coca e da PesiCo são especialmente interessantes, por terem o potencial de gerar insights sobre o futuro do mercado de consumo e alimentos.

João Vitor Chaves Silva

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