Confira 10 ações para manter nos próximos 10 anos

Confira 10 ações para manter nos próximos 10 anos
Confira 10 ações para manter nos próximos 10 anos

Segundo Benjamin Graham, mentor do megainvestidor Warren Buffett e escritor do livro O Investidor Inteligente, uma operação de investimento em ações é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado, sobretudo em um cenário de longo prazo.

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Um investidor diligente e que se preocupa com o futuro deve escolher ações que geram valor ao longo do tempo e deixar com que o tempo faça seu trabalho trabalho, permanecendo atento às alterações estruturais em tais investimentos.

Para alguns planejadores financeiros, longo prazo refere-se a períodos maiores que cinco anos; para outros, pode ser considerado caso seja acima de 10 anos. Para isso, historicamente, o maior aliado dos investidores em intervalos temporais mais longos tem sido as ações.

Estudos demonstram que investimentos de longo prazo podem ser bastante recompensadores para quem possui disciplina e confia no poder dos juros compostos, sobretudo com o reinvestimento dos proventos oriundos dos ativos.

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Nesse sentido, papéis de empresas listadas em Bolsas de Valores podem agregar a maior parte do retorno dos investimentos de investidores que visam a independência financeira. Segundo Jeremy Siegel, professor de finanças na The Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, ações de companhias tem desempenhado melhor do que outros ativos financeiros ao longo do tempo, conforme demonstra em seu livro Investindo em Ações no Longo Prazo, lançado no início do século.

Baseado nisso, o SUNO Notícias, junto ao especialista em renda variável da SUNO Research, João Arthur Almeida, separou uma lista de 10 ações brasileiras diversificadas que podem gerar valor aos seus acionistas durante a próxima década.

Vale ressaltar que as estimativas aqui elencadas referem-se aos guidances das empresas, expectativas macro econômicas e projetos que podem não se concretizar durante este período, e que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Ademais, esta matéria não se trata de uma recomendação de investimento.

Ações para os próximos 10 anos

Energias do Brasil

A Energias do Brasil (ENBR3) é uma subsidiária da EDP de Portugal e atua no Brasil de forma majoritária na distribuição de energia elétrica para residências e indústrias. A empresa vem procurando expandir suas áreas de atuação para geração de energias renováveis e, sobretudo, na transmissão de energia, segmento que traz maior previsibilidade de receitas e margens elevadas.

Engie

A Engie (EGIE3), controlada pelo francês Grupo Engie, é uma das maiores companhias do segmento de energia elétrica do País, onde opera desde 1998. A companhia atua com focono no setor de geração de energia, mas tem diversificado os mercados em que atua. Desde 2016, a empresa opera em geração solar distribuída. Embora possua projetos para alavancar ainda mais seu crescimento, a empresa possui em seu estatuo a determinação de um payout mínimo de 55%.

Alupar

A Alupar (ALUP11) é uma holding privada que opera nos segmentos de geração e, sobretudo, transmissão de energia elétrica, tanto no Brasil como em países próximos. De acordo com a empresa, sua estratégia para os próximos anos é focada no crescimento baseado em novas concessões, que possam garatir maiores receitas com menores riscos de execução. Dessa forma, a empresa espera aumentar sua lucratividade para que eleve sua distribuição de proventos no médio e longo prazo.

SulAmérica

A SulAmérica (SULA11) é uma companhia seguradora de saúde fundada em 1895. A empresa realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 1969, sendo uma das veteranas da bolsa brasileira e acostumada a gerar valor para seus acionistas ao longo do tempo.

Além disso, de acordo com o Banco Mundial, a expectativa de vida no Brasil, em 2018, era de 75,51 anos. Há 50 anos, a expectativa de vida era menor que 60 anos. No último meio século, o brasileiro, em média, tem vivido mais e melhor. Entre as principais razões que explicam esse resultado está o grande avanço da medicina no Brasil e o processo de precaução com a saúde, fazendo com que os seguros de saúde se tornem indispensáveis.

Klabin

A Klabin (KLBN11) é a maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, além de ser líder na produção de papéis e cartões para embalagens, entre outras atribuições do segmento de materiais básicos. A companhia opera quatro áreas: florestal, celulose, papéis e conversão. Tratando-se de uma empresa também centária — criada em 1899 — que se provou no tempo, além de atuar em um setor de majoritária necessidade comum em toda a sociedade, a companhia pode ser uma oportunidade de geração de valor para a próxima década para quem considerar suas ações.

M.Dias Branco

Criada em 1961, a M.Dias Branco (MDIA3) é uma companhia de alimentos que fabrica, comercializa e distribui biscoitos, massas, bolos e farinha de trigo, entre outros produtos, em todo o Brasil. A empresa, que atua no setor alimentício há 65 anos, possui escala nacional. Em meio à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a empresa conseguiu elevar seus resultados, sobretudo por conta das exportações.

Vale

A Vale (VALE3) é líder mundial na extração e produção de minério de ferro, pelotas de minério de ferro e níquel. Atuando em 27 países em cinco continentes, a companhia também firma joint-ventures e participações diretas em ativos ligados aos segmentos de energia, siderurgia e bauxita. Por conta da exposição ao exterior, a empresa possui uma receita altamente dolarizada, o que protege seus investidores da desvalorização do real frente ao dólar, além da prevenção contra a inflação da moeda brasileira.

Assim como a Klabin, o especialista da SUNO Research salienta que a Vale, mesmo em um setor de commodity, é ótima em economia de escala, e tem um custo de produção baixo, essencial para se destacar no setor.

Rumo

A Rumo (RAIL3) é uma empresa ligada à infraestrutura brasileira, sendo a maior operadora ferroviária do Brasil, possuindo cerca de 13,5 mil quilômetros de linhas ferroviárias e mais de 1,2 mil locomotivas. Além da alta escala em todo o País, a empresa atua em um setor que deve ter um forte crescimento nos próximos anos.

O governo federal estima um pipeline de R$ 74 bilhões em  leilões em concessões de ferrovias, portos e terminais nos próximos anos. Além disso, segundo apontou Almeida, a Rumo atua em um segmento que não está demasiadamente atrelado ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando-se resiliente às variações do mesmo.

Localiza

A Localiza (RENT3) é a maior locadora de veículos do Brasil, também atuando no segmento de Gestão de Terceirização de Frotas (GTF) e venda de seminovos. Atualmente, a empresa possui um spread entre o Retorno sobre Capital Investido (ROIC) e o custo da dívida de 7,2%, consideravelmente acima de seus concorrentes.

Embora seja a líder do setor, a empresa procura elevar a geração de valor para seus acionistas. Nesta quarta-feira (23), a empresa anunciou uma combinação de negócios com a Unidas (LCAM3), vice-líder do segmento, formando uma parceria avaliada em R$ 50 bilhões. Vale ressaltar que, segundo dados da consultoria Statista, o faturamento do setor de aluguel de carros no Brasil deve sair de R$ 10,3 bilhões em 2020, para R$ 20,4 bilhões em 2024.

Banco Inter

Criado em 1994, o Banco Inter (BIDI11) é um banco múltiplo, totalmente digital, que está entre os líderes da modernização da indústria brasileira do setor bancário. A instituição possui três principais fontes de receita: prestação de serviços financeiros, operação de crédito e prestação de serviços não financeiros, como o marketplace em seu SuperApp.

O banco possui uma proposta disruptiva do mercado financeiro em que sua principal estratégia começa pelo Custo de Aquisição do Cliente (CAC), trazendo-o para dentro de sua plataforma, onde o consumidor pode ter acesso a uma gama de atividades, gerando um maior valor agregado. Em razão das perspectivas do banco para o futuro, as ações do Inter apresentam uma forte rentabilidade desde o IPO, realizado em 2018.

Jader Lazarini

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