A venda a descoberto é uma operação de altos riscos

Existem inúmeros tipos de ativos e investimentos disponíveis no mercado financeiro como um todo e, dentre eles, há também muitas formas de especulação e, nesse sentido, a venda a descoberto se faz bastante frequente.

Porém, existe, nesse tipo de aposta, um alto risco presente, e é por isso que é preciso, antes de mais nada, saber as principais características da venda a descoberto antes de se decidir aplicar recursos nessa modalidade.

Antes de mais nada, entretanto, é preciso se esclarecer que operar vendido pode ser um conceito usado para diversos tipos de ativos, porém trataremos especificamente, neste artigo, da venda a descoberto de ações.

Definição da venda a descoberto de ações

Também conhecido como Short, esse tipo de especulação consiste na venda de um ativo financeiro – nesse caso, de ações – sem que o investidor/especulador possua, de fato, aquele papel, esperando, assim, que o preço daquela respectivo ativo caia para que, então, se possa compra-lo novamente e, assim, obter-se lucro na operação.

Dessa forma, o short é motivado pela expectativa de que o preço daquele papel caia, por qualquer que seja o motivo.

Caso esse cenário se concretize conforme o esperado, o especulador, então, terá vendido a referida ação com o preço em alta e, após isso, a recompra quando o preço tiver, de fato, caído.

Existem, entretanto, dois cenários diferentes para essa abordagem, visto que a venda a descoberto pode ser feita em um mesmo dia (Day Trade), ou …………………

Venda a descoberto no mesmo dia

No Day Trade, o especulador, normalmente, emite uma ordem de venda do ativo em questão e, posteriormente, recompra-o a preços mais baixos quando a cotação cair, obtendo, com isso, um lucro em um curto espaço de tempo.

Em casos como esse, não existe a necessidade de se realizar, por parte do investidor, um aluguel de ações, visto que, nesse caso, ele já possuía o ativo em sua carteira de investimentos.

Venda a descoberto em alguns dias

Caso o investidor parta do pressuposto de que o referido ativo irá cair de preço nos próximos dias por conta de fluxos especulativos de mercado e o mesmo não possua esse papel em suas aplicações, existe, então, a necessidade de se consultar o BTC para verificar a disponibilidade de se alugar aquela ação.

O BTC, por sua vez, é a sigla para Banco de Títulos CBLC, ambiente onde doadores podem disponibilizar ativos para que os mesmos sejam alugados por outros investidores para qualquer fim.

Para exemplificar essa situação, suponha-se que o investidor alugue uma ação quando está cotada a R$ 20,00, a vende, e então a recompra por em alguns dias, quando ela está sendo negociada a R$ 15,00.

Nesse caso, o investidor devolve o papel alugado, pagando os devidos custos da operação, e lucra, com isso, R$ 5,00.

Conclusão

Esse processo pode ser, sem dúvidas, uma ferramenta que pode proporcionar altos lucros em curtos espaços de tempo para investidores mais ousados.

Entretanto, é preciso lembrar que ninguém consegue prever o futuro e, caso o papel negociado sofra uma alta durante a operação, a venda a descoberto pode proporcionar lucros incalculáveis para o especulador e, por conta disso, essa é uma movimentação que preferimos evitar e não recomendar a nenhuma pessoa que tenha interesse no mercado de capitais.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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