Por: Tiago Reis

Você sabe o que significa a sigla USD, e a sua utilidade no mercado?

O USD é um termo utilizado no mercado financeiro para abreviar a moeda dólar, que é oriunda dos EUA. Atualmente essa é a moeda mais transacionada do mundo, sua negociação é feita no mercado cambial, que é o maior balcão de negócios financeiros do planeta, com um volume médio de negociação estipulado em cerca de 1 trilhão.

O dólar americano ou USD tem sido a moeda oficial dos Estados Unidos desde a passagem da lei da Moeda Nacional, promulgada em 1785. Antes da sua oficialização, o país utilizava um sistema monetário descentralizado, onde eram negociadas uma variedade grande de moedas estrangeiras. Inicialmente o valor da moeda dólar teve ancoragem nos preços relativos de ouro, prata e cobre.

História do dólar

O dólar ao longo de sua história foi uma moeda que passou por diversas modificações guiadas pelo congresso americano, até que um dia, no ano de 1913, a moeda foi finalmente formalizada com uma lei do Federal Reserve.

Após esse fato, a moeda foi finalmente tomada como uma nota do tesouro nacional, que poderia ser resgatável sob demanda por um valor equivalente em metais preciosos em qualquer banco oficializado pelo governo americano.

Após alguns anos, o dólar americano deixou de ser resgatável em ouro, isso ocorreu em 1933, quando o presidente Roosevelt proibiu a propriedade privada desse metal.

No ano de 1946, no acordo de Bretton Woods, aconteceu nos principais países do mundo a conversão de um sistema monetário baseado em papel-moeda para um de taxa de câmbio fixa, com os governos autorizados a vender ouro para os EUA por US$ 35 a onça.

Finalmente o padrão ouro foi abandonado no ano de 1971, quando as taxas de câmbio de Bretton Woods foram abandonadas.

Dólar como investimento

O dólar é comumente tido como a moeda mais forte do planeta, seu valor está atrelado na força da economia norte americana, que hoje ocupa o primeiro lugar como potência econômica e militar do mundo.

O investimento pautado nessa moeda está baseado puramente no poder de conservação do seu valor de compra frente às demais moedas do resto do mundo.

Por exemplo, digamos que a economia brasileira volte a demonstrar sinais claros de pessimismo com risco de calote de sua dívida, além de inflação elevada e quebra-quebra de empresas. A moeda brasileira nesse caso tende a se desvalorizar significativamente frente ao dólar americano, pois existe uma saída muito forte de recursos externos de dentro do nosso país.

Nesse caso, o investimento na moeda americana faz todo sentido. Porém, não é em todo o momento que crises macroeconômicas acontecem, e o investimento em dólar pode demonstrar medíocres rendimentos nas demais fases da economia de um país.

Acreditamos que faz muito mais sentido o investimento em ativos produtivos que geram muito caixa para que o dinheiro do investidor esteja rendendo contínuos fluxos de dividendos, dos quais vão fazer dele um indivíduo abastado no longo prazo.

É preciso que nosso leitor tenha em mente, que a aplicação em USD não rende novos dólares, pois ele é fixo e não está atrelado a nenhum fator de produção do qual faça o mesmo se multiplicar à longo prazo.

 

 

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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