títulos públicos
Por: Tiago Reis

Títulos públicos: conheça as vantagens e riscos dessa aplicação

Os títulos públicos federais são aplicações financeiras muito comentadas e utilizadas pelas pessoas de maneira geral.

Desse modo, podemos dizer que os títulos públicos são papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, com o objetivo de financiar a dívida pública.

Esse tipo de aplicação permite com que investidores normais possam emprestar dinheiro para o governo em troca de juros.

Um dos grandes atrativos desse mecanismo de investimento é o seu risco baixo, dado a garantia que o Tesouro Nacional concede a esses títulos.

No Brasil, os títulos públicos federais são chamados de Tesouro Direto. Eles costumam ser bastante acessíveis a qualquer corretora ou banco que o investidor procurar.

Como meio de incentivar as aplicações nesses títulos, o governo federal procurou incentivar os investidores, especialmente os menores, reduzindo o valor mínimo necessário para realizar esse investimento.

Atualmente, com apenas R$ 30,00 já é possível realizar um investimento no Tesouro Direto, o que torna um investimento bastante acessível para o investidor comum.

Desse modo, é importante salientarmos que o investimento no Tesouro Direto é diferente da aplicação em CDB. Mais à frente estaremos tratando em mais detalhes sobre essa diferença.

Como as variações das taxas de juros influenciam os títulos públicos

títulos públicos

Todo investidor deve saber que o valor de um título público considera as variações da taxa de juros (Selic).

O valor do título é atualizado de acordo com o preço que ele é negociado no mercado secundário em determinado momento.

Desse modo, quando há uma queda nos preços negociados no mercado, o saldo aplicado pelo investidor cairá. Por outro lado, o contrário também é verdadeiro.

No entanto, caso o investidor escolha manter o seu título até a sua data de vencimento, esse receberá o valor correspondente à rentabilidade contratada no momento da compra. Independente das variações no preço desse título no decorrer da aplicação.

Dessa forma, caso o investidor venha a vender a sua aplicação antes do período de vencimento, o Tesouro Nacional recomprará esse título com base no valor de mercado.

Risco da aplicação em títulos públicos

títulos públicos

O cidadão brasileiro, quase que diariamente tem ouvido notícias de que o governo está a alguns anos gerando déficits de dívida pública cada vez maiores. Então por que emprestar o seu recurso para um governo nessa situação?

Todos sabem que o risco de um governo quebrar é muito baixo. Normalmente, quando um governo se encontra em déficit orçamentário ele sempre consegue arrumar novas fontes de arrecadação. Isso acaba compensando o excesso de gastos promovido pelos burocratas.

Desse modo, a garantia que um investidor possui de receber os recursos investidos nessa modalidade de aplicação são bastante elevados.

Portanto, é amplamente sabido que o Tesouro Direto pode ser considerado como o ativo financeiro de menor risco do país.

No Brasil, essa aplicação é garantida pelo Tesouro Nacional. De maneira geral, se um país quebrar, grandes empresas e grandes bancos já teriam entrado em bancarrota antes disso.

Uma observação importante é que o Tesouro Direto é conhecido como um “ativo livre de risco”. Ele é muito usado como referência de retorno mínimo exigido para um determinado investimento.

Por fim, podemos concluir que os títulos públicos podem ser investimentos interessantes para o investidor que está à procura de segurança acima de tudo, inclusive da rentabilidade auferida em um investimento.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

2 comentários

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  • Clemilton Leite 31 de maio de 2019

    Muito esclarecedor, estou começando a investir em títulos públicos, entre o investimento em títulos e o investimento em um fundo de títulos como o IMAB11 o que seria melhor?

    Responder
    • Suno Research 6 de junho de 2019

      Boa noite, que parece melhor para você, investir em uma determinada coisa ou em um intermediário que irá investir nessa mesma coisa? Em renda variável a capacidade do gestor pode influenciar no resultado, mas em renda fixa? investindo no fundo você irá pagar uma taxa de administração e os resultados não serão superiores aos que você conseguiria investindo diretamente. O único ganho poderia ser um pouco de liquidez, mas a meu ver não compensa.
      Abraços.

      Responder
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