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tesouro direto

Muitas pessoas que nos acompanham recorrentemente mandam perguntas a respeito de renda fixa, e na maioria das vezes, essas questões estão correlacionadas ao Tesouro Direto.

Em relação à renda fixa em si, escrevemos um artigo há pouco tempo atrás onde expressamos nossa opinião a respeito do assunto. Vale a leitura!

Em se tratando de Tesouro Direto, algumas informações podem ser encontradas através de diversas fontes na própria internet, porém recomendamos que o nosso investidor faça acesso ao portal oficial do Tesouro Direto onde encontrará muitas informações sobre esta classe de ativos.

Recomendamos uma leitura aprofundada do conteúdo ali disponível para todo investidor que se interesse pelo assunto, até mesmo que sirva com base de comparação com outros produtos atualmente disponíveis no mercado de capitais, especialmente na classe de Renda Fixa.

O que é Tesouro Direto?

Este é um programa de intermediação entre pessoas físicas e Governo Federal, onde é feita a negociação de títulos públicos entre as duas partes através da internet.

A grosso modo, pode-se considerar que, por meio do Tesouro Direto, o pequeno investidor tem a possibilidade de “emprestar” dinheiro, em troca de rentabilidade para esse capital, ao governo, que tem como objetivo arrecadar essas aplicações a fim de pagar e financiar muitas de suas atividades, como saúde, infraestrutura e educação, por exemplo.

O vídeo abaixo esclarece bem esses conceitos:

Assim, como essa modalidade de aplicação se faz entre pessoa física e governo federal, seus riscos são baixíssimos quando comparado a outros tipos de investimentos ligados a instituições financeiras, empresas de capital aberto ou fundos de investimentos imobiliários.

Esse é um dos principais motivos que faz muitas pessoas se interessarem pelo Tesouro Direto, pois sua segurança e praticidade realmente transmite uma grande sensação de segurança ao investidor, principalmente os iniciantes.

Porém, além do fator segurança, existem outros critérios que precisam ser levados em consideração ao se analisar não só o Tesouro, mas qualquer outra aplicação que se deseje investir, e dentre esses critérios, alguns que se destacam quando analisados pela perspectiva do Tesouro Direto.

São eles:

Rentabilidade

Como demonstra na tabela abaixo, as taxas de juros realmente são bem atrativas quando analisadas pela ótica de o risco ao investidor seja baixo. No mercado, usamos o termo de “risk free”, justamente por entender que títulos públicos possuem risco soberano, o que leva a entender que tendem a “zero”.

RENTABILIDADE DOS TÍTULOS PÚBLICOS



 (Fonte: Tesouro Fazenda)

Porém, é preciso estar atendo, pois assim como em qualquer outro investimento que se pretende fazer, o tempo de resgate, ou seja, o vencimento da aplicação deve ser levado em consideração, visto que, se a retirada for feita antes do prazo, as rentabilidades podem oscilar em função de um processo chamado de Marcação à Mercado.

Assim sendo, quando comparados a outras aplicações em renda fixa, esses números são realmente mais atrativos.

Custos

Para o Tesouro Direto, é descontada a taxa de custódia, que é cobrada pela BMF&Bovespa e corresponde a 0,30% ao ano (refere-se aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos); e ainda as taxas cobradas pelas instituições financeiras, que podem ser de 0% a 2% ao ano, variando de instituição para instituição, independentemente do valor do seu investimento.

Neste link pode ser conferido quais são as instituições financeiras habilitadas para transacionarem os títulos e quais são as taxas que elas cobram.

Tributação

A cobrança do Imposto de Renda é feita de maneira decrescente, em função do tempo que o capital fica investido, assim como é feito sobre outras diversas operações de renda fixa, como fundos de investimento e CDBs.

Ou seja, quanto mais tempo aplicado, menor é a taxa cobrada de IR.

A imagem abaixo exemplifica bem a dinâmica dessa tributação.

aliquotas.png

Valores mínimos para aplicação

Outra característica que torna essa aplicação atrativa para diversos perfis de investidores é a sua acessibilidade. Para se aplicar no Tesouro Direto, o investidor não precisa necessariamente ter disponível altas quantias em dinheiro.

Pelo contrário, na verdade o valor mínimo de compra para esse ativo é R$ 30,00, valor este completamente acessível para praticamente todas as classes sociais, isto porque a quantidade mínima de compra é a fração de 0,01 títulos, ou seja, 1% do valor de um título.

Assim sendo, o investidor pode comprar 1%, ou 2%, ou 3% ou 80% de um título, por exemplo, e assim por diante.

Tipos de Títulos

No Tesouro Direto, dois tipos de títulos podem ser escolhidos pelo investidor para aplicação de seus recursos, e cada um deles apresentam suas subdivisões com suas características específicas.

Títulos Prefixados

Esse tipo de título apresenta uma taxa de rentabilidade já conhecida no momento de sua compra. Isso significa que, ao se adquirir um Título Prefixado, o investidor já fica ciente, no momento da aplicação, qual será a taxa de juros que receberá no final do período do investimento.

Normalmente, esses títulos são indicados para o investidor que acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de juros básica da economia (Selic).

Ou seja, é aconselhável que se aplique nesse ativo quando a taxa de juros esteja alta, mas com possibilidade real de que ela recue no médio prazo.

Desta forma, o investidor mantém a rentabilidade com a Selic elevada e, mesmo que ela venha a cair depois, ele receberá o valor de rentabilidade acordado no início da operação, que nesse caso será maior ao final do prazo do investimento.

Dentro dos Prefixados existem dois ativos, o Tesouro Prefixado (LTN) e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).

O vídeo abaixo caracteriza bem essas duas modalidades de aplicações:

Títulos Pós-fixados

A característica principal desse tipo de ativo está no fato desses títulos terem seu valor corrigido por um indexador, que normalmente é a taxa básica de juros (Selic) ou a inflação (IPCA).

Assim, a rentabilidade da aplicação é composta por uma taxa pré-determinada no momento da compra do título pelo investidor e mais a variação de um indexador, ou seja, dessa forma, no momento da aplicação, não se sabe precisamente qual será o valor dos rendimentos ao final da aplicação.

Pode-se dizer, portanto, que os Títulos Pós-Fixados, apesar de serem muito seguros, apresentam o “risco” de o investidor conseguir, em alguns casos, menor rentabilidade do que o esperado no final da aplicação.

Os títulos disponíveis nessa modalidade são Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal), Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) e Tesouro Selic (LFT), sendo os dois primeiros indexados à Inflação, e o último sendo indexado à Taxa Selic.

Para entender melhor o funcionamento do Tesouro IPCA+, assista ao vídeo abaixo:

Já a dinâmica do Tesouro Selic é explicada abaixo:

Ambos os vídeos são de autoria do canal oficial do Tesouro Direto no Youtube, vale a pensa acessar e conferir os demais vídeos sobre esse tipo de investimento.

Segue abaixo uma tabela com suas principais características resumidas:

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Assim sendo, é fácil perceber que, mesmo sendo uma opção de investimento de Renda Fixa, existe dentro de suas subdivisões, assim como na renda variável, a rentabilidade final do investimento pode não ser conhecida no início da aplicação. Cada título possui uma especificidade que precisa ser avaliada de acordo com o perfil do investidor.

Mas afinal, como investir no Tesouro Direto?

Para quem, depois de estudar e entender o funcionamento do ativo, tiver interesse em investir nessa aplicação, o processo para tal objetivo é bastante simples.

Primeiramente o investidor deve abrir uma conta em alguma instituição financeira, seja ela uma corretora de valores ou um banco público ou privado. Para isso, é necessário que essa pessoa esteja como sua documentação regularizada. Essa instituição será o Agente de Custódia desse investidor.

Provavelmente essa instituição fará um cadastro para a regularização do investimento e, assim, será necessário que o investidor disponibiliza as documentações que lhe forem solicitadas.

Com o cadastro feito, uma senha provisória será enviada por e-mail ao investidor para que o mesmo consiga acesso a área restrita do site do Tesouro Direto. É interessante que o investidor troque essa senha para uma na qual se sinta mais familiarizado, para que assim não a esqueça posteriormente.

Dessa forma, este investidor já estará apto para escolher a opção na qual mais se identificou e assim acessar a área restrita do site para efetuar, de fato, a aplicação de seu recurso no Tesouro Direto de interesse.

Finalizando

Como dito no início do texto, esta é uma compilação de alguns pontos que julgamos ser importantes para aqueles que possuem interesse em investir nessa classe de ativos. Logicamente, apenas esse artigo não deve ser utilizado como base de decisão de aplicação, visto que, como em qualquer alternativa de investimento, uma análise mais profunda e criteriosa deve ser feita de maneira antecipadamente.

Reforçamos aqui nossa opinião e posição de atuantes diretos do mercado de capitais, tanto de Ações como de Fundos Imobiliários, sempre com nossa fundamentalista e de longo prazo, jamais com intenções especulativas de altos ganhos em curtos espaços de tempo.

Como já dito por diversas vezes, o que indicamos em relação à renda fixa é que a mesma seja usada como uma ferramenta de acúmulo de capital, para que, no momento em que surja uma janela de oportunidades no mercado, que geralmente são rápidas, a mesma seja aproveitada de maneira eficaz pelo investidor com esse recurso.

Isso é o que fazemos e recomendamos, tanto para nossos clientes, como para quem nos acompanha de perto.

Assine nosso conteúdo e tenha acesso a relatórios semanais que certamente irão auxiliar você a tomar melhores decisões de investimentos quando as oportunidades surgirem!

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