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Entenda o Tesouro Direto e sua dinâmica de aplicabilidade

By 9 de outubro de 2017 No Comments

Diversas são as vertentes para potenciais investidores que ainda não adentraram na dinâmica das aplicações financeiras e, recorrentemente, o Tesouro Direto figura entre as principais dúvidas que os iniciantes apresentam no início de sua trajetória.

Por serem títulos emitidos pelo Governo Federal e, por conta disso, oferecerem uma segurança confortável aos inexperientes, o Tesouro Direto frequentemente figura entre as principais opções para quem deseja obter rendimentos com o capital salvo para esta finalidade.

Definição do Tesouro Direto

Esta é uma alternativa de investimento considerada ser de renda fixa na qual uma pessoa pode, indiretamente, “emprestar” o seu dinheiro ao Governo Federal em troca de uma remuneração ao fim do período pré-estabelecido.

Com isso, por meio da intermediação feita através do Tesouro Direto, a União pode utilizar estes recursos captados junto aos investidores para financiar e pagar muitas de suas atividades, como infraestrutura, educação e saúde, por exemplo.

Costuma-se entender, com isso, que o Tesouro Direto é uma das modalidades de investimento mais seguras no mercado, isto por que o risco de calote por parte do governo, embora seja real, é bastante improvável de acontecer e, mesmo que por ventura esse cenário calamitoso se concretize, os sinais podem ser antecipadamente percebidos, fazendo com que o investidor se antecipe à tragédia de maneira premeditada, resguardando-se a tempo do pior.

Por conta disso, o Tesouro Direto é um dos principais ativos financeiros escolhidos para aplicação por investidores iniciantes no mercado financeiro.

Como investir no Tesouro Direto?

Para uma pessoa aplicar seus recursos nessa modalidade de investimentos, é necessário, primordialmente, que esteja com a sua documentação regularizada, ou seja, sem qualquer tipo de restrições ligadas a seu CPF.

Após certificar-se de que cumpre este quesito, o investidor deve procurar abrir uma conta em alguma instituição financeira, seja ela um banco privado ou público, ou uma corretora de valores, para que a mesma efetue o papel de Agente de Custódia da operação.

Tipos de títulos do Tesouro Direto

As categorias de títulos do Tesouro Direto podem ser subdividas em duas vertentes, os Títulos Prefixados e os Pós-fixados.

A principal diferença entre estas duas classes é que, nos Títulos Prefixados existe o conhecimento prévio de quanto será a rentabilidade máxima daquele investimento, enquanto que nos Títulos Pós-fixados ocorre justamente o contrário, ou seja, este normalmente segue a variação de um indicador que, normalmente, são atrelados às taxas de juros e da inflação de nossa economia.

É importante destacar que dentro dos Prefixados existem dois tipos de ativos, o Tesouro Prefixado (LTN) e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), enquanto que nos Pós-fixados, os títulos disponíveis são o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal), Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) e Tesouro Selic (LFT), sendo os dois primeiros indexados à Inflação, e o último sendo indexado à Taxa Selic.

Tributação

Assim como na maioria dos investimentos de renda fixa, a tributação a qual o Tesouro Direto é submetido se faz de maneira decrescente em relação ao tempo de aplicação, ou seja, quanto menor o tempo de aplicação, maiores os impostos sujeitos ao mesmo.

Assim sendo, para uma aplicação de até 180 dias, a alíquota incidida sobre os rendimentos é de 22,5%, sendo essa a maior tributação aplicada à esta classe de ativos.

Na outra ponta, para investimentos com o prazo acima de 720 dias, a alíquota imposta sobre os rendimentos é de 15%.

A figura abaixo dinamiza bem esses dois extremos e os intervalos compreendidos entre eles.

Valores mínimos para investimento

Para aplicar no Tesouro Direto, o investidor precisa dispor de um valor mínimo de R$ 30,00, quantia bastante acessível para grande parte da população brasileira.

Este valor relativamente baixo se faz real porque a quantidade mínima de compra é a parte correspondente à 1% do valor de um título. Dessa forma, um potencial investidor pode comprar 1%, ou 2%, ou 3% ou 80% de um título, por exemplo, tendo essa percentagem variando de acordo com sua necessidade e disponibilidade de capital naquele momento.

Conclusão

Entendemos que, para quem está iniciando no mercado, o Tesouro Direto pode servir como uma ferramenta de auxílio na criação do hábito de poupar parte do que uma pessoa gera de renda através do seu trabalho.

Além disso, pode servir também como um instrumento de acumulação de capital até a formação de um montante a ser investido na renda variável, que possa significar uma baixa dedução de taxas de corretagem e demais emolumentos.

Ademais, o conhecimento dos mais variados tipos de investimentos e suas principais características jamais devem ser vistos como um entendimento descartável, isto por que, quanto mais um investidor conhecer dos mais variados tipos de ativo do mercado, certamente seus resultados serão melhores demonstrados no longo prazo, e o Tesouro Direto é uma dessas vertentes que podem agregar valor no decorrer do tempo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.