taxa interna de retorno
Por: Tiago Reis

Aprenda a analisar investimentos utilizando a Taxa Interna de Retorno

Avaliar o potencial retorno de um investimento é essencial antes de tomar qualquer decisão. Uma das melhores formas para calcular isso é por meio da chamada Taxa Interna de Retorno.

Por ser um método rápido e fácil interpretação, a Taxa Interna de Retorno é um dos indicadores de análise mais utilizadas pelo mercado. Com ela, é possível saber, de forma clara e direta, se determinado investimento será bom ou ruim no futuro.

O que é a Taxa Interna de Retorno?

A TIR, ou Taxa Interna de Retorno, é um indicador que compara o investimento inicial e as despesas futuras de um projeto com o retorno potencial que ele pode trazer. Expressa em um valor percentual, ela se baseia nos fluxos de caixa do empreendimento – ou seja, as entradas e saídas de capital, para mostrar se o investimento é vantajoso ou não.

Por exemplo, se a TIR de um projeto é de 20% e os seus fluxos de caixa anuais e estáveis, então o retorno anual para investir nesse projeto será de 20%.

Como calcular a Taxa Interna de Retorno?

A fórmula para calcular a Taxa de Retorno é:

taxa interna retorno

Onde:

  • t: Período ocorre o fluxo de caixa (podendo ser em meses, bimestres, semestre ou anos, meses);
  • FCt: Fluxo de caixa do período t;
  • n: número total de períodos analisados;
  • Σ: somatório dos fluxos de todos os períodos.

Comparando a TIR com a Taxa Mínima de Atratividade

Para analisar o resultado da taxa interna de retorno, o investidor precisa compará-la com uma taxa mínima de atratividade. Também conhecida como TMA, essa taxa representa a rentabilidade mais fácil de ser conseguida no mercado com o mínimo de risco.

Logo, o projeto só seria vantajoso se seus retornos superassem essa taxa mínima.

Para pessoas físicas, uma boa TMA pode ser a rentabilidade de um investimento de baixo risco, como uma aplicação na poupança ou um título de Tesouro SELIC, por exemplo.

Já para empresas, a TMA adotada costuma ser o custo de capital. A taxa mais utilizada, nesse caso, seriam os juros para emprestar ou tomar capital de terceiros.

Com base nisso, se a Taxa Interna de Retorno for:

  • Maior do que a TMA: o investimento seria atrativo, já que ele renderia mais do que uma aplicação livre de risco.
  • Igual à TMA: o investimento não seria bom e nem ruim, pois renderia a mesma coisa que uma taxa mínima livre de risco.
  • Menor do que a TMA: o investimento não seria atrativo, pois sua rentabilidade é superada por um investimento com o mínimo de retorno já definido.

Vantagens da Taxa Interna de Retorno

  • É mais fácil para comparar investimentos, pois se trata de um valor relativo, e não absoluto (como o método de Valor Presente Líquido, ou VPL);
  • Considera o valor do dinheiro no tempo, convertendo fluxos futuros a um valor no presente;
  • É mais simples e clara para ser interpretada.

Desvantagens da Taxa Interna de Retorno

  • Não pode ser aplicada em projetos com fluxo de caixa não convencional;
  • Cálculo um pouco mais complexo e difícil de ser realizado manualmente;
  • Dependendo do fluxo de caixa, podem existir múltiplas taxas de retorno para um projeto, ou até mesmo nenhuma taxa.

Conclusão

Mesmo com algumas limitações, a Taxa Interna de Retorno é uma das ferramentas mais utilizadas no mercado financeiro. Ainda que sua fórmula seja complexa, a TIR pode ser facilmente calculada em calculadoras financeiras, planilhas eletrônicas e softwares estatísticos.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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