taxa di
Por: Tiago Reis

Taxa DI: conheça a taxa que guia as aplicações financeiras

De onde vem a taxa DI? Os bancos, devido ao Acordo de Basiléia – criado para evitar uma quebra sistêmica do setor bancário –, não podem fechar o dia com um saldo de caixa negativo. Portanto, é preciso que ocorra uma zeragem, ou seja, um balanceamento entre bancos com excesso de caixa e deficiência de caixa.

E é exatamente desse balanceamento que surge a taxa DI. Isso porque, para que a zeragem entre os bancos ocorra, eles precisam emprestar dinheiro entre si diariamente, por meio de Certificados de Depósito interbancários (CDI). Então, por fim, essa taxa será extraída desses certificados de empréstimos entre bancos.

O que é a taxa DI?

A taxa DI é a média ponderada das operações feitas entre instituições financeiras com lastro em CDI durante um dia. Em outras palavras, ela representa a média ponderada das taxas de empréstimos diários feitos entre os bancos por meio de certificados de depósito interbancário.

Essa taxa é um dos grandes benchmarks dos investimentos no Brasil. Nesse sentido, ela é frequentemente usada para analisar a rentabilidade de aplicações financeiras, como de fundos de investimentos e de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).

Diferença entre CDI, Taxa DI e Selic

O CDI é a taxa de um determinado Certificado de Depósito Interbancário feito, como o próprio nome diz, entre bancos. Por sua vez, o DI é a média ponderada de todos esses empréstimos interbancários feitos.

Além disso, é importante saber também qual a relação desse benchmark com a Selic. Por ser a taxa básica de juros de nossa economia, a Selic serve como medida para os juros dos CDI’s praticados pelos bancos, fazendo com que estes a acompanhe.

Com isso, a taxa DI, naturalmente, também acompanhará as mudanças dos juros da economia brasileira, definidas pelo Copom.

Portanto, podemos concluir que as três taxas, apesar de diferentes, estão completamente relacionadas. Em outras palavras, a Selic define o juro da economia. Este, por sua vez, definirá o CDI, que consequentemente determinará a taxa DI por meio de uma média ponderada.

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Para o que a taxa DI é utilizada?

A taxa DI pode ser utilizada em vários âmbitos do mercado financeiro. Alguns deles são:

1. Medida de desempenho

Uma das formas que essa taxa é mais vista no mercado é como medida para os rendimentos financeiros em aplicações de renda fixa. Ou seja, a rentabilidade desses investimentos é comparada com o DI para se ter uma ideia melhor de quanto foi o rendimento da aplicação.

Nesse sentido é comum notar, por exemplo, que um CDB está pagando 110% DI, ou que uma LC está oferecendo 90% dessa mesma taxa.

E para entender melhor o funcionamento dos investimentos em renda fixa, alternativa de menor risco para quem quer investir capital e preservar seu valor, preparamos um eBook sobre como investir nessa classe de ativos e usufruir dos seus benefícios.

2. Taxa livre de risco

Essa taxa também pode ser usada como uma taxa livre de risco. Isto porque ela vem da média das taxas dos certificados de depósitos interbancários. Estes, por sua vez, seguem a taxa de juros do país.

Por isso, ela pode exercer diversas funções, como ser utilizada como custo de oportunidade ou para fazer análises de risco em estudos de viabilidade financeira de investimentos.

3. Referência comparativa

Para comparar a rentabilidade de diferentes produtos do mercado financeiro, a taxa DI é utilizada como referência no mercado.

Nesse sentido, podemos comparar a rentabilidade entre fundos de investimentos, por exemplo, calculando quanto cada um rendeu em comparação à taxa DI. Então, aquele que tiver um desempenho mais elevado em relação a taxa será o fundo com melhor rentabilidade.

Além disso, pode ser utilizada também para comparar investimentos em diferentes ativos financeiros. Por exemplo, podemos confrontar a rentabilidade de uma carteira de ações com a taxa DI para saber o quão satisfatório foi o desempenho da carteira.

Contabilidade para Investidores

Importância da taxa DI

A taxa DI é um dos principais benchmarks do sistema financeiro brasileiro. Ela facilita várias questões que envolvem tanto o investimento em renda fixa, quanto em renda variável, como, por exemplo:

  1. O entendimento do investidor sobre a rentabilidade de um investimento;
  2. A análise dos profissionais de mercado e dos investidores sobre determinado produto financeiro;
  3. A comparação da rentabilidade de diferentes classes de ativos financeiros.

Além disso, a taxa DI pode servir também como custo de oportunidade para avaliações da viabilidade de investimentos que necessitam de um custo de capital para análise. Por isso, ela é fundamental para os investidores e para a indústria de investimentos em geral.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

2 comentários

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  • Marcelo Pereira da Silva 19 de julho de 2019

    olá tudo bem?! faça, por favor, um vídeo sobre INVESTIMENTOS X TAXAS. grato

    Responder
  • Luiz 19 de agosto de 2019

    Prezado, o que protegeria mais das incertezas no longo prazo, um percentual do CDI ou IPCA + alguma coisa?

    Responder
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