Taxa de retorno é usada para se medir o resultado dos investimentos

Incontáveis são os termos presentes no universo dos investimentos e, dentre eles, a taxa de retorno se revela como uma de bastante relevância, visto que ela demonstra a percentagem, de maneira direta, do resultado de um investimento em um intervalo de tempo específico.

Assim, a taxa de retorno representa o ganho ou perda em termos percentuais durante uma janela temporal específica, e pode ser definida como os dividendos recebidos somados aos ganhos de capital referentes ao investimento.

Por ser uma porcentagem, geralmente essa métrica é calculada como uma proporção do investimento original, e sua periodicidade é, normalmente, anual na maioria dos casos, dando origem a expressão retorno anual.

Vale destacar, também, que o cálculo dessa importante métrica financeira pode ser utilizada para qualquer investimento financeiro – imóveis, derivativos, títulos públicos e ações – desde que tenham o valor e data de aquisição e os fluxos de caixa (incluindo o valor de venda) futuros.

Geralmente, costuma-se dizer que essa medição tem ligação direta com a rentabilidade de uma aplicação, além de ser utilizada para comparar ativos de mesmo perfil de risco, e assim determinar sua atratividade relativa aos ativos da mesma classe.

Taxa de Retorno – Exemplo

Se um investidor adquiriu determinada ação por R$100, investe nela por 10 anos e recebe R$20 de dividendos neste período, ao vender estas ações por R$200 no final do período, sua taxa de retorno será de 120%, uma vez que o investidor obteve 20% de dividendos e 100% de ganhos nas ações.

Pode-se perceber, acima, que, como mencionado anteriormente, a taxa de retorno de investimento possibilita ao investidor ter o conhecimento se determinado investimento está sendo viável ou não para ele.

Se o resultado da operação citada na ilustração tivesse sido menor que um, por exemplo, isso significaria que o somatório dos dividendos recebidos e mais a variação do preço das referidas ações estariam valendo menos que o valor aplicado por ele no momento da aplicação.

Neste caso, o investidor estaria perdendo capital, e o aconselhável seria o mesmo refazer um estudo de viabilidade fundamentalista a fim de saber se vale a pena ou não continuar com aquele papel em sua carteira de investimentos.

Recorrência

Fica nítido perceber, com isso, a importância que existe, para um investidor, em controlar todas as aplicações que são feitas, para que, de tempos em tempos, o mesmo possa revisar a sua carteira para constar quais ativos ali presentes estejam fazendo sentido na sua jornada de investimentos.

Muitas vezes será constatado que equívocos foram cometidos durante a caminhada, mas o mais importante é ter a consciência de que os erros fazem parte da jornada de todo investidor, e o que é válido dessas situações são os ensinamentos que elas transparecem no decorrer do tempo.

Há de se destacar, também, que a conjuntura macroeconômica influencia bastante as aplicações.

Se um investidor calcular a sua taxa de retorno em um momento turbulento do mercado, como num cenário de crise financeira, por exemplo, provavelmente ele constatará uma desvalorização momentânea de seu capital, que poderá se valorizar novamente assim que “tempestade passar”.

Conclusão

É muito clara a importância da taxa de retorno para o controle da carteira de aplicações de um investidor e, por isso, manter sob monitoramento esses índices a certos intervalos de tempo se faz essencial para o sucesso dos investimentos no longo prazo.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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