superendividamento
Por: Gabriela Mosmann

Superendividamento: o que é e como superar este problema?

Um dos efeitos do superendividamento é o impacto que ele causa na tranquilidade de quem enfrenta esse problema. Isso porque as dificuldades são crescentes e parecem não ter fim.

O superendividamento pode ser causado por diversos fatores. Mas, com um bom planejamento financeiro, é possível escapar dessa dificuldade ou ainda nem sequer passar por ela.

O que é superendividamento?

Superendividamento é a situação que ocorre quando o consumidor não tem mais condições de pagar suas dívidas. Acontece quando o volume de gastos supera os ganhos mensais, impossibilitando que os débitos sejam quitados. Em geral, estas pessoas acabam com seu nome restrito em empresas de crédito (o chamado “nome sujo”).

E para estar superendividado não é preciso estar desempregado. Até quem tem um emprego e bons salários pode cair nesta armadilha. Contudo, o desemprego é um fator que contribui para esse tipo de problema.

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Um dos principais motivos que fazem a situação ficar insustentável é o  acúmulo de dívidas com juros altos, como no cartão de crédito. O efeito dos juros compostos sobre os débitos não pagos no rotativo tornam-se uma conhecida “bola de neve” da qual é difícil escapar.

Tanto que o Banco Central publicou a Resolução 4.549, que obriga as instituições financeiras a oferecerem opções com menores juros aos seus clientes em operações de crédito que estejam nessa modalidade.

Assim, se o consumidor pagou em um mês o mínimo do cartão de crédito, no mês seguinte o banco é obrigado a oferecer uma opção mais barata para o pagamento desta dívida. Esta medida foi criada justamente para ajudar na redução do superendividamento do consumidor e da inadimplência.

Tipos de superendividamento

Há dois tipos de superendividamento no mercado: o ativo e o passivo. O ativo ocorre quando o consumidor se endivida por não saber gerir o seu orçamento. Assim, gasta mais do que recebe. Esta modalidade é dividida em dois subtipos: o ativo consciente e o ativo inconsciente.

O ativo consciente é considerado um ato de má fé, porque o consumidor sabe que não terá como pagar estes gastos. O intuito é justamente não quitar essas dívidas e deixar os vendedores na mão.

O ativo inconsciente, por sua vez, ocorre quando o consumidor não tem o intuito de lesar alguém. Apenas não sabe gerir suas finanças. Em geral, este é o perfil de quem faz compras por impulso.

Já o superendividamento passivo é causado por situações externas. Pode ser um imprevisto oneroso, a perda do emprego ou mesmo sofrer um calote, deixando de receber valores que lhe eram devidos.

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O que causa o superendividamento?

O descontrole financeiro é um dos principais motivos para alguém acumular dívidas. E este problema pode estar diretamente ligado a compras por impulso. Afinal, existe uma pressão constante para que a população consuma, até mais do que ela precisa. E isto faz com que o cartão de crédito entre no jogo, ainda mais em compras parceladas.

Mas o superendividamento também pode ser iniciado com percalços não previstos, como problemas de saúde e gastos altos e urgentes. Se o consumidor não tiver uma boa reserva financeira para arcar com este ônus, será o nascimento de uma dívida, muitas vezes difícil de pagar.

Junte isso à alta taxa de juros cobrada pela oferta de crédito, seja por meio do cartão ou de linhas de crédito caras, como o cheque especial. Há empréstimos que, inclusive, podem ter juros abusivos.

São estes juros compostos que fazem com que o valor da dívida aumente mais a cada mês, ainda que uma parcela dela (conhecido como pagamento mínimo) esteja sendo paga.

Como sair do superendividamento?

A boa notícia é que é possível sair do superendividamento e ter uma vida financeira mais saudável. A primeira dica é investir na própria educação financeira. E não é preciso gastar pra isso.

Além disso, há uma série de cursos e artigos na internet sobre o tema. São conhecimentos que podem mudar a forma do consumidor se relacionar com seu dinheiro.

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Outro ponto importante é fechar a torneira e cortar os gastos desnecessários. É impossível pagar a dívida se outras tantas forem criadas no processo. Aqui vale também fazer a consolidação destas dívidas, trocando débitos caros por um mais barato que o conjunto deles.

Vender um bem não essencial para quitar o débito também é uma opção válida. Só é preciso ficar atento para não desvalorizá-lo demais e acabar no prejuízo. Neste mesmo intuito, o décimo terceiro salário é um grande aliado na hora de pagar as dívidas.

E esquecer a existência do cartão de crédito também ajuda. O ideal é priorizar as compras à vista, para não cair em uma nova armadilha.

Foi possível ter uma ideia melhor sobre o superendividamento? Deixe sua opinião e dúvidas nos comentários a seguir.

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Gabriela Mosmann

Gabriela Mosmann é analista de investimentos na Suno Research. É economista, mestre e doutoranda em Finanças pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui também certificação CNPI.

1 comentário

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  • Elaine 8 de dezembro de 2019

    Boa Tarde. A resolução financeira 4.519 é específica ao decrédito rural de custeio e não ao consumidor comum.

    Responder
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